Rio - Em depoimento em audiência que aconteceu ontem na 3.ª Vara Criminal de Niterói, o promotor Paulo Roberto Cunha, titular da 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo, afirmou que a juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 11 de agosto, foi avisada por três pessoas diferentes sobre a intenção do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira de matá-la.
Segundo Cunha, a juíza não informou o Tribunal de Justiça sobre as denúncias, pois nenhum dos informantes se dispôs a documentar as acusações.
Além de Cunha, a audiência de instrução de ontem ouviu a promotoria Ana Beatriz Miguel, também da 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo, e o delegado titular da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, responsável pelas investigações policiais.
Em seu depoimento, a promotora Ana Beatriz Miguel afirmou que Patrícia Acioli dizia receber recados do tenente-coronel Oliveira, mas que nunca revelou seu conteúdo. Segundo a promotora, quando questionada sobre os recados, a juíza respondia que “não queira saber”.
A audiência acontecia com forte presença de policiais militares, civis e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Dois dos réus - o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira e o tenente Daniel Benitez Lopez - estavam presentes. Lopez chegou à audiência durante os depoimentos, cumprimentou amigos e parece tranquilo. A Justiça pretende ouvir 14 testemunhas de acusação do caso em audiências entre ontem e hoje. Entre os dias 11, 16 e 17 de novembro, devem ser ouvidas 130 testemunhas de defesa e, no dia 18 de novembro, os 11 réus serão ouvidos.