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Ocupação da Rocinha deve ser rápida

Folhapress
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Rio - A polícia do Rio espera levar pouco mais de meia hora para ocupar, amanhã, as favelas da Rocinha e do Vidigal. A previsão leva em conta o fato de que a quadrilha que domina o tráfico local está desmantelada, especialmente após a prisão de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que controlava a Rocinha.

Ainda assim, uma megaoperação está sendo preparada. A tomada das favelas, que ficam na zona sul, contará com homens das polícias militar, civil e federal, além de apoio de blindados da Marinha e helicópteros da polícia.

Com efetivo de cerca de 2 mil homens, a ocupação da Favela da Rocinha deve ter mobilização bélica comparada apenas ao aparato usado na invasão ao Complexo do Alemão. Além da retomada da favela, o policiamento será reforçado em toda a zona sul carioca e áreas turísticas, para evitar atentados ou represálias. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, confirmou ontem que a invasão será às 5h de amanhã.

O espaço aéreo ficará fechado a partir de 0h de amanhã, num raio de 2,8 km da favela. A previsão é que seja reaberto a partir das 16h do mesmo dia.

A avaliação é que, diferentemente da tomada do Complexo do Alemão, há um ano, a quadrilha que comanda o tráfico da Rocinha está acéfala e não irá para o confronto. Ainda assim, Beltrame pediu cautela aos moradores.

Ontem , apesar dos policiais fortemente armados que revistam carros e pedestres, o comércio funcionou normalmente e até turistas eram vistos no entorno da favela. Mais do que um confronto entre as forças de pacificação e os criminosos, os moradores dizem temer a polícia. A maioria prefere não falar com a imprensa e olha desconfiada para quem se arrisca.

 

Acordo investigado

 

A cúpula da Segurança do Rio investiga se um delegado ajudou na tentativa de fuga de Nem. Além disso, o governo quer saber quem seriam os policiais que, segundo o traficante disse em depoimento informal à Polícia Federal, recebiam propina de cerca de R$ 500 mil por mês.

Na noite da captura de Nem, um dos membros do Batalhão de Choque furou o pneu do Toyota Corolla que transportava o traficante para impedir que o delegado Roberto Gomes Nunes, da 82.ª DP (Maricá), seguisse com o veículo para a 15.ª DP (Gávea).

Nem afirmou, que faturava em média R$ 1 milhão por mês com o tráfico de drogas e que metade da quantia era distribuída como “arrego” para policiais.

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