Regional

Piratininga tem grandes condomínios

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A cidade de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) vive, já há alguns anos, o boom dos condomínios. A proximidade com Bauru e a tranquilidade típica de cidade do interior de pequeno porte são os atrativos que têm levado a população a optar pelos condomínios.

O prefeito Odail Falqueiro (PTB) confirma que o mercado imobiliário está bastante aquecido. Para revalidar a tese, ele comenta que o último lançamento, residencial São Francisco, na área urbana, vendeu tudo em pouquíssimo tempo.

“Temos um condomínio fechado urbano, o Pontal, os demais são no entorno do centro comercial, é a expansão urbana. O Vale Florido, que já está instalado, vai lançar um loteamento ao lado do já existente, com mais de 200 lotes. Acredito que só estão lançando porque sabem que tem comprador. Há outros empreendimentos imobiliários em andamento que ainda depende de aprovação da prefeitura.”

Para o prefeito, Piratininga consegue agregar qualidade de vida de cidade pequena, tem só 12.072 habitantes, com toda a infraestrutura de cidade grande, graças a proximidade com Bauru.

“Piratininga é uma cidade atípica. A população convive com o simples, ainda tem a banda no coreto da praça. O índice de criminalidade é um dos mais baixos da região. Tem água e esgoto tratado. Ao mesmo tempo tem shoppings, cinemas, faculdades e toda a infraestrutura de cidade grande. Bauru fica a cerca de 10 minutos de Piratininga.” 

A proximidade com Bauru também afetou o preço dos lotes, comenta o prefeito. “Antigamente se comprava um lote por cerca de R$ 15 mil. Hoje, o mesmo custa R$ 50 mil. Isso não aconteceu só em Piratininga, mas em Bauru, no País todo.

O déficit habitacional na cidade, segundo Falqueiro, é de aproximadamente 500 casas. “Estamos iniciando um núcleo habitacional de 141 casas pelo CDHU para atender a camada de baixa renda. É o grande desafio da minha administração, porque o aluguel subiu muito em função da grande procura. No núcleo a prestação mensal não chega a R$ 200,00 e o aluguel é acima desse valor.”

As 141 casas não resolve o problema totalmente, admite o prefeito. “Estou em negociação com outro lote de aproximadamente 21 mil metros para iniciar um outro empreendimento popular, justamente para ver se equilibra.”

O corretor e proprietário de uma imobiliária da cidade, André Luiz Moura Falqueiro, confirma as informações da prefeitura. “O mercado imobiliário está aquecido. Aqui tem um problema. Tem mais comprador do que imóvel disponível, seja para venda como para locação. Estamos vivendo um boom.”

A procura por imóveis novos e para locação ocorre em todas as classes sociais, porém o intermediário é o mais procurado. “Na faixa de preço compreendida entre R$ 100 e R$ 200 mil. Uma casa básica. O comprador aceita comprar na área urbana ou em condomínio, desde que seja nessa faixa de preço.”

Esses imóveis, segundo o corretor, podem ter dois ou três dormitórios. “A exigência é o preço. Eles aceitam casas simples, não procuram luxo. Construtoras de Bauru perceberam o filão e estão construindo aqui, casas que serão vendidas de R$ 100 mil a R$ 120 mil. Nos últimos cinco anos cresceu muito o número de obras. Houve uma valorização dos imóveis e do metro quadrado que praticamente dobrou.”

Ele explica que na área urbana um lote de 250 metros por exemplo custa algo em torno de R$ 80 mil. “Varia muito, mas no Parque Pontal, um condomínio fechado, pode se adquirir um lote por R$ 70 mil, dependendo da metragem. A imagem da Piratininga coopera para atrair novos moradores e investidores”, confessa. 

O corretor conta que são raros os imóveis com 500 metros quadrados de construção. “Aqui as casas de luxo, em sua maioria são construídas em lotes de 250 metros.”

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