Tribuna do Leitor

Gardel


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Todos nós que temos mais de 60 anos de idade e, em décadas passadas nos interessamos um pouco pela música popular, sabemos que a fama de alguns cantores e/ou cantoras ? em virtude do talento e carisma ? ultrapassou os limites dos seus respectivos países. Citam-se, por exemplo, o caso de Charles Aznavour e Edith Piaf, da França, Pedro Vargas e Trio Los Panchos, do México, e mais recentemente Sérgio Endrigo e Ornela Vanoni, no caso da Itália.

O representante brasileiro foi, sem dúvida, Francisco Alves, embora ele mesmo reconhecesse em Orlando Silva o melhor cantor e intérprete brasileiro. Resguardadas as preferências pessoais, de modo geral, estes artistas representaram de modo brilhante uma época. Mas foi em Buenos Aires, a partir de 1916/1917, que surgiu um cantor que breve iria superar todos os índices de popularidade, unanimidade e permanência. Falamos de Carlos Gardel, que segundo nossos hermanos ainda vive em Buenos Aires e canta cada dia melhor. Exageros à parte, vale dizer que ele ainda é lembrado e homenageado em diversos países, notadamente os de língua espanhola. Aqui em Medellin, a Secretaria de Cultura da cidade mantém a Casa Gardeliana, situada no bairro Manrique. No aeroporto Enrique Olaya Herrera, também em Medellin, existe um espaço em sua homenagem. A propósito, foi neste aeroporto que, em 24 de junho de 1935, houve um acidente entre dois aviões, num dos quais estava Gardel. Junto com ele faleceram o amigo e compositor Alfredo Le Pera e os guitarristas Barbieri e Riverol. Segundo os medellinenses, naquele dia morreu um cantor e nasceu um mito.

Edison M. Maitino, Medellin, Colômbia

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