Em mais de 50 anos de conflito e tendo como principal causa a disputa territorial, a luta do povo palestino vence mais uma etapa e coloca sob suspeita a legitimidade dos EUA como mediador do processo de paz e a seriedade do governo de Israel em cumpri-lo. Sempre criticada por sua submissão às ordens da Casa Branca, a ONU recupera seu prestígio diante da comunidade internacional ao abraçar com altivez o histórico discurso do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Zeidan Abbas, que aplaudido de pé pela Assembléia Geral pediu o reconhecimento do Estado da Palestina. Israel - país "satélite" dos interesses norte-americanos no Oriente Próximo -, em sua trajetória como Estado Membro na ONU, nunca cumpriu nem vem cumprindo as repetidas resoluções que determinam o fim da ocupação na Palestina.
Dias depois ao discurso de Abbas, a Palestina é aceita na Unesco colocando os EUA e seus aliados numa posição diplomática delicada. Em retaliação, Netanyahu, o "Bibi", manda cortar o repasse de recursos vindos de outras nações a Autoridade Nacional Palestina; Barack Obama manda suspender sua contribuição de US$ 22 milhões à Unesco, não se furtando mais uma vez de seguir a agenda sionista, demonstrando claramente sua lealdade ao Estado Judeu, revelando sua parcialidade na condução do processo de paz entre Árabes e Israelenses. A história da humanidade, em seus obscuros capítulos, cometeu erros enaltecendo heróis que não foram, justificou tiranias, avalizou genocídios, mas haverá de guardar no lugar dos justos, a brava luta do povo palestino por soberania.
O autor, Alex Gasparini, é dirigente do PMDB e apoiador da Causa Palestina por um Estado Livre