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Família de estudante morta em intercâmbio quer uma autópsia

Folhapress
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Belo Horizonte - O corpo da estudante Thaís Caroline Gonçalves, de 22 anos, morta em Portugal no domingo, pode demorar mais do que o previsto para chegar ao Brasil. A família quer autópsia para esclarecer a causa da morte.

Ontem, a mãe da estudante, Maria Vitória Gonçalves, desembarcou em Portugal, onde foi recebida por uma psicóloga e um professor da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), onde Thaís estudava, além de um representante do Itamaraty e de um amigo da família.

Thaís era natural de Ouro Fino (MG) e cursava Relações Internacionais em Franca. Há seis meses, foi para Portugal fazer intercâmbio e tinha volta para o Brasil marcada para domingo passado.

“Ela gostou tanto que pensou em prorrogar o curso por mais seis meses e concluí-lo lá. Mas a mãe não quis. Depois, ela desistiu e pediu para marcar a passagem para domingo. Já estava em contagem regressiva, com malas prontas”, contou a prima da jovem, Maria Aparecida Gonçalves Pereira. Segundo ela, a família já havia preparado uma festa para recepcionar a estudante.

No dia anterior à viagem, porém, Thaís começou a passar mal e foi levada para um hospital de Braga, no norte do país. Segundo Maria Aparecida, a família foi avisada sobre a internação ainda no sábado e Maria Vitória, preocupada, marcou passagem para a segunda-feira.  Oficialmente, Thaís foi vítima de parada cardiorrespiratória, mas, de acordo com Maria Aparecida, ela nunca teve nenhuma doença grave.

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