Os ministros estrangeiros da Liga Árabe concederam nesta quarta-feira (16) três dias ao governo sírio para que aceite encerrar a repressão aos manifestantes e permita equipes de observadores.
Os chanceleres, que se reuniram na capital marroquina, não disseram o que aconteceria se Damasco não aceitar o compromisso.
Questionado se tratava-se de uma última tentativa diplomática, o chanceler do Catar, xeique Hamad Bin Jassim al-Thani, disse a repórteres: "Não queremos falar sobre última tentativa porque não queremos que soe como uma advertência."
Um comunicado emitido no final da reunião em Rabat informa: "observadores serão enviados para a Síria se o governo sírio aceitar o acordo dentro de três dias a partir desta quarta-feira e uma vez que a violência e a matança parem de acontecer".
"Os observadores irão certificar-se de que (forças de) segurança e milícias pró-governo da Síria não ataquem as manifestações pacíficas ... (e) garantirão que todos os armamentos sejam retirados de cidades e áreas habitadas que testemunharam ou estão testemunhando protestos", de acordo com nota.
A Liga Árabe já tinha proposto o envio de observadores para a Síria como parte de um roteiro para acabar com a violência. O governo sírio concordou com o plano no início deste mês, mas ele não foi implementado.