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Entre jovens, morte de homens é quatro vezes maior que de mulheres

Folhapress
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São Paulo - Para cada grupo de 100 mulheres que morrem no Brasil, há 133,4 mortes de homens, segundo o Censo Demográfico 2010. No ano passado, o Censo introduziu questionários sobre a ocorrência de óbitos nos domicílios visitados pelos recenseadores. No período entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas mais de um milhão de mortes, sendo 57,2% de homens e 42,8% de mulheres.

A disparidade, segundo o IBGE, pode ser explicada também pela maior parcela da população ser constituída por homens (103,4 homens para cada 100 mulheres).

O Estado onde morreram mais homens em relação às mulheres foi em Rondônia, onde 165,7 homens morrem para cada 100 mulheres. Já o Rio de Janeiro tem o menor razão de óbitos entre os sexos, com 116,7 mortes masculinas para cada 100 femininas. Neste número também há influência da divisão demográfica: somente 47,7% da população do Rio de Janeiro é masculina.

A sobremortalidade masculina ocorre em quase todas as faixas etárias, mas é maior entre os 20 e os 24 anos, quando a proporção é de 420 para 100. Dos 15 aos 19 anos, 350 homens morrem para cada 100 mulheres, e dos 25 aos 29 são 348 para 100.

Segundo o IBGE, a grande diferença entre os mais jovens se deve ao alto número de óbitos por causas externas ou violentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem mais a população masculina.

A partir dos 24 anos, o indicador começa a cair e, na faixa acima dos 81, o número de mulheres que morrem já supera o dos homens. O motivo, diz o IBGE, é a maior proporção de mulheres na população idosa.

 

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