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Mãe e irmã colhem sangue para DNA

Da Redação
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A mãe e a irmã de Fernanda Trípodi, vendedora de Bauru que desapareceu há quase dois anos, colheram sangue para viabilizar o exame de DNA, requisitado pela Polícia Civil ao Instituto Médico Legal (IML). O objetivo é confrontar os dados genéticos de ambas com o da ossada humana encontrada há cerca de um mês, na estrada municipal Bauru-Santelmo.

Tanto o sangue colhido na semana passada, quanto um fêmur e um dente localizados praticamente enterrados nas imediações do Esquadrão da Vida já seguiram para São Paulo com pedido de prioridade. No entanto, não há previsão de resposta.

O exame foi necessário porque a família de Fernanda Trípodi não conseguiu localizar radiografias faciais da moça, que desapareceu com 26 anos. Ela não fazia tratamento dentário num local específico, por exemplo. Se uma radiografia fosse localizada seria possível compará-la com a arcada dentária encontrada. Mas o biotipo confere com o da ossada. Conforme o JC apurou, perícia feita com base na antropologia forense confirmou que os ossos são de uma mulher de estatura média de 1,60 metro e com mais de oito meses de esqueletização, ou seja, o período mínimo transcorrido após a morte de Fernanda.

Por conta da segurança do exame de DNA (99%) foram suspensos outros testes, como o que faria a sobreposição do crânio encontrado com imagens fotográficas de Fernanda. Além do resultado não ser tão específico quanto o solicitado e enviado a São Paulo, o crânio não está completo ? assim como o esqueleto todo. Alguns ossos pequenos, como os das mãos e dos pés, não foram localizados.

Não se sabe ainda se propositalmente ou se algum animal teria ingerido, devido ao tempo em que permaneceram na estrada. A mãe de Fernanda, Antônia Maria de Oliveira Trípodi, 55 anos, relatou ao JC que tem certeza de que os ossos são mesmo de sua filha.

O principal suspeito do desaparecimento de Fernanda Trípodi continua sendo Roberto Carlos Fagundes, 44 anos, que era marido da vendedora. Fagundes teve a prisão temporária de 30 dias decretada cerca de duas semanas após o desaparecimento da vítima e até o momento continua foragido. A Polícia Civil ainda investiga outros possíveis envolvidos com o caso.

Em 17 de dezembro de 2009, Fernanda, mãe de dois filhos -  hoje com idades de 6 e 11 anos -, sumiu após sair de casa. Quase uma semana após desaparecer, o veículo dela foi localizado próximo à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Núcleo Mary Dota com uma grande quantidade de sangue no porta-malas, o que ampliou as suspeitas de assassinato.

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