Wilson Dias/ABr |
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O ministro afirmou que imprensa distorceu seu depoimento feito na Câmara, na quinta-feira passada (10); |
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, declarou na manhã desta quinta-feira (17), em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), que "nunca" negou conhecer Adair Meira, dirigente de ONGs que possuem contratos com esse ministério. Ele afirmou que o depoimento que prestou na Câmara na semana passada foi distorcido pela imprensa.
“Eu disse [na Câmara] que não tenho nenhuma relação pessoal com Adair Meira. Não sou amigo dele. Já devo tê-lo encontrado. Mas não disse que não o conheço. É diferente. Vejam as notas taquigráficas da Câmara”, afirmou o ministro.
Lupi argumentou que, se esqueceu o nome de Adair Meira durante a audiência da semana passada, foi porque estava "sob pressão, respondendo entre dez e doze perguntas de uma só vez". Ainda segundo o ministro, "a instituição dirigida por Adair Meira é muito séria e está entre as que fazem os melhores trabalhos com o Ministério".
Oposição contesta versão de Lupi
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse, na mesma audiência, que o ministro Carlos Lupi, mentiu na semana passada durante audiência na Câmara dos Deputados. “Todos ouviram Vossa Excelência afirmar que não usou o avião. Agora diz que viajou. Vossa Excelência subestima a inteligência dos brasileiros. Sua permanência no ministério compromete o governo de Dilma Rousseff”, declarou Dias. Pouco antes, Lupi havia dito não saber do que está sendo acusado.
“Quantos deputados e ministros, em seu trabalho, usam carros e helicópteros de quem não conhecem. Não tenho como organizar isso. Meu erro foi não checar com a apuração que devia ter feito”, defendeu-se.
Lupi afirmou ainda que "quem foi acusado de pagar a aeronave [Adair Meira] diz que não pagou. Quem tem que explicar o pagamento da aeronave não sou eu. Compete ao Ezequiel [Nascimento, ex-secretário do ministério] e à companhia aérea dizer. Eu não sei”, esquivou-se o ministro.
PDT não se posiciona
O presidente em exercício do PDT, deputado André Figueiredo (CE), disse que vários integrantes do partido têm confiança no ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mas o que se avalia na legenda é a conveniência política de mantê-lo no cargo. O parlamentar frisou ainda que quem decide se o ministro continua no comando da pasta é a presidenta Dilma Rousseff e que cabe a Lupi dizer se quer continuar no cargo.
“A confiança no ministro Lupi, em nenhum momento, foi colocada em questão”, disse Figueiredo. “O PDT ainda não tem uma posição formal a respeito disso [da manutenção de Lupi no cargo]. Há posições isoladas que questionam a conveniência política e outras que defendem”, completou.
O presidente em exercício do PDT informou também que não está prevista nenhuma reunião formal da bancada para hoje.