Internacional

ONU obriga Irã a ajudar em investigação

Folhapress
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Nova York - A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem uma resolução de condenação ao suposto complô iraniano para assassinar o embaixador saudita em Washington, desbaratado no mês passado pelos Estados Unidos. A entidade decidiu ainda que Teerã deve colaborar com as investigações.

Por 106 votos a favor, nove contra e 40 abstenções, os países-membros da ONU decidiram instar a República Islâmica a “cumprir todas suas obrigações no âmbito do direito internacional”, incluindo a específica convenção sobre a prevenção e a punição de crimes contra pessoas internacionalmente protegidas, tais como diplomatas.

A medida aprovada pede ainda que o Irã, que rejeitou as acusações, coopere “com os Estados que chamarem a comparecer perante a Justiça aqueles que tenham participado no planejamento, patrocínio, organização ou tentativa de execução do complô para assassinar” o embaixador da Arábia Saudita nos EUA.

“Esta resolução envia a firme mensagem ao Irã de que os ataques contra as pessoas internacionalmente protegidas são inaceitáveis”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, afirmando que Washington “desmantelou um complô para assassinar o embaixador saudita em território dos Estados Unidos”.

O governo dos EUA acusou no dia 11 de outubro o americano de origem iraniana Manssor Arbabsiar e ao iraniano Gholam Shakuri de participar de uma trama terrorista supostamente orquestrada pelo Irã para atentar contra as embaixadas da Arábia Saudita e Israel em Washington e assassinar o embaixador saudita.

 

EUA planejam sanções

Os Estados Unidos planejam impor sanções à indústria petroquímica do Irã, disseram fontes familiares com o assunto ontem, com o objetivo de aumentar a pressão sobre a República Islâmica após novas alegações de que o país estaria fabricando armas nucleares.

As fontes afirmaram que Washington quer enviar um forte sinal depois que a agência nuclear da ONU divulgou em 8 de novembro um relatório dizendo que o Irã parecia ter trabalhado no desenvolvimento de uma bomba atômica e que ainda pode estar conduzindo pesquisas secretamente para tal fim.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, disseram que as sanções poderão ser divulgadas já na segunda-feira. Elas afirmaram que os Estados Unidos pretendem encontrar um caminho para impedir que empresas estrangeiras ajudem a indústria petroquímica do Irã com a ameaça de privá-las do acesso ao mercado norte-americano.

 

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