A presidente da comissão da Educação e membro da comissão de Economia da Câmara Municipal, Chiara Ranieri, afirma que o envio do projeto pelo Executivo foi uma forma de acalmar o Sindicato dos Servidores (Sinserm), que cobrava o ?cinquentão? para os servidores da pasta. Foi inclusive a entidade que pediu a audiência pública, realizada ontem, para discutir os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação Básica (Fundeb).
"O sindicato sabe que o benefício dos R$ 200,00 é pago com recursos do Fundeb. Portanto, os demais funcionários da pasta cairiam para cima da secretaria, exigindo a gratificação", explicou a vereadora.
No entanto, a secretária Vera Caserio afirma que a vantagem pessoal de R$ 200,00 concedida aos professores não sai da verba do Fundeb, mas dos recursos próprios da prefeitura de Bauru.
Chiara lembra que, na discussão do projeto que concedeu o ?penduricalho? aos docentes, ela e José Roberto Segalla (DEM) apresentaram uma emenda com o objetivo de retirar a proposta do texto. No entanto, a parlamentar não sustentou a posição. "Votei contra minha própria emenda. Ficou parecendo que éramos contra os professores. Agora não temos como não aprovar para os servidores. Isso é um absurdo, pois o objetivo do PCCS era limpar tudo isso", afirma.
Mais audiência
No dia 23 de novembro, às 17h, a secretária Vera Caserio volta ao Poder Legislativo para audiência pública sobre o projeto do Estatuto do Magistério, que tramita na Câmara.