Arquivo/Neide Carlos |
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Delegado Mário Henrique Ramos encaminhou o caso à DDM |
Um homem de 31 anos está sendo acusado de molestar sexualmente a filha de apenas 2 anos de idade. A história chamou a atenção da Polícia Civil já que o fato demorou 15 dias para ser comunicado às autoridades. A mãe da criança, uma mulher de 33 anos, moradora do Jardim Bela Vista, notou que a filha estava com a orelha e as partes íntimas machucadas.
De acordo com o delegado Mário Henrique Ramos, a mãe relatou que só percebeu que a filha tinha sido molestada porque a criança começou a apresentar comportamentos estranhos.
“A mãe contou que levou a filha para passar um dia com o pai, que mora no Parque Bauru, entre os dias 4 e 6 de novembro e que deixou os dois sozinhos por um tempo, que não soube precisar. Quando foi buscar a menina, ela notou que a criança estava com um pequeno machucado na orelha, mas não se preocupou”, relatou.
Passados cerca de 15 dias depois do fato, a criança começou a reclamar de dores nas partes íntimas. A mãe, então, resolveu olhar e notou sinais avermelhados. Perguntou à filha sobre o que poderia ter acontecido e então a criança disse que o pai teria mordido sua orelha e apalpado suas partes íntimas.
Na tarde de ontem a mãe se dirigiu até o Plantão Policial e registrou boletim de ocorrência sobre o fato. “A menina passou por exame na Maternidade Santa Isabel, mas o médico legista não constatou que houve lesões, apenas que havia uma vermelhidão não comum. E também estamos avaliando o convívio desta família. Por isso encaminharemos o caso à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que instaurará inquérito. Também pediremos acompanhamento do Conselho Tutelar”, esclareceu o delegado.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável, mesmo não tendo conjunção carnal. A lei de estupros mudou em 2009 e apenas uma carícia não bem intencionada já pode ser caracterizada como estupro. A identidade das vítimas foi mantida em sigilo. Não foi pedida a prisão do pai da criança já que as provas não são contundentes.