O outono/inverno ainda está longe, temos ainda que enfrentar o verão, mas para o setor calçadista é hora de se programar para atender a demanda do próximo ano e garantir que o brasileiro use sapatos confortáveis e contemporâneos para enfrentar a estação mais fria.
Sapatos, botas, abotinados ou Oxford confeccionados em couro que imita cobra, em veludos ou tecidos, estarão desfilando pelas ruas das cidades brasileiras nos pés do público alvo: as mulheres. A mostra aconteceu esta semana em Jaú (47 quilômetros de Bauru) antecipando as tendências para os revendedores de todo o País.
Para o diretor da feira Caíque Paes de Barros, a 6ª edição do Jaú Trend confirma o evento no calendário da indústria nacional e dos lojistas do setor. “O principal aspecto do evento é a consolidação de Jaú como centro catalisador de negócios do setor coureiro e calçadista. Temos cerca de 120 expositores de sapatos, bolsas e acessórios.”
O interessante, segundo o diretor, é que a cada edição a Jaú Trend agrega expositores de mais estados brasileiros. “Na 6ª edição estamos com expositores de seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Indústrias de grande porte e menores do Interior paulista. Temos a presença maciça do polo calçadista de Santa Cruz do Rio Pardo, Franca e Jaú.”
As 120 marcas expositoras e os organizadores esperam bater recorde de visitantes e de faturamento. “É um evento de negócios e esperamos chegar a casa dos R$ 60 milhões em faturamento. Acreditamos repetir o resultado da 5ª edição realizada em maio com os lançamentos de verão, aproximadamente sete mil visitantes.”
Ele enfatiza que são oito estantes de bolsas, cintos e acessórios que vieram somar aos calçados. “Estamos agregando mais setores do vestuário. É uma prévia da moda para outono/inverno. Realizamos a feira duas vezes por ano; em maio com os lançamentos do verão e em novembro essa.”
Para Barros, o setor não atravessa o melhor momento. “A economia nacional e mundial vive um momento conturbado. O varejo e a indústria estão se adaptando a esse novo cenário e a feria mostrou que há uma força muito grande apoiando o desenvolvimento desse setor.”
Os produtos oriundos da China estão fazendo uma triangulação para driblar o dumping. “O produto que afeta o nacional vem da China. Tem uma triangulação que a China tem feito com países asiáticos, com Tailândia e Vietnã para fugir da lei antidumping. A china exporta para esses países e eles reexportam para o Brasil. Isso está sendo contornado, discutido. O deputado federal Nilton Lima do PT de São Paulo esteve na abertura do Jaú Trend e prometeu que vai colaborar com o setor calçadista para cercear esse drible que as indústrias chinesas estão fazendo.”