Tribuna do Leitor

20 DE NOVEMBRO - DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS


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"Perdi um filho, Alex Hauch, médico, vitima da irresponsabilidade de um rapaz que dirigia em estado de embriaguês em alta velocidade." (Maria Luiza)

"Perdi meu filho Fernando, 35 anos, em 23/1/2010 quando prestava socorro a vítimas de acidente. Ele e mais dois rapazes perderam a vida atropelados." (Benedita Silveira)

"Meu filho foi morto no Natal de 2004 por um motorista de ônibus do sistema estadual de transporte". (Irala Crecia)

"Perdi meu irmão há 4 meses em um acidente de moto. Até hoje minha mãe não se conforma." (Ana Carolina)

"A dor é imensurável e não acaba quando se perde alguém tão amado pela forma como essa perda se deu." (Rodrigues de Lima)

"No dia 2/3/2001 Luiza Borges Duque, com 24 anos, teve seus sonhos interrompidos devido a um acidente causado por um motorista." (João Batista)

Fernando foi meu primogênito. Eu sempre dizia que Deus nos enviou anjos disfarçados de filhos... Desde a juventude sempre elogiado por colegas, professores... Altruísta por natureza, amou a todos os que por ele passaram. Em 23 de janeiro de 2010, Fernando prestava socorro a vítimas de acidente quando foi "covardemente atropelado" por um motorista em alta velocidade. Recebemos muitas mensagens de conforto e, como sempre, de elogios a sua pessoa. Várias foram publicadas na "coluna do leitor" após o acidente. Cursando mestrado em Direito na ITE, Fernando marcou sua passagem pela Faculdade e pela biblioteca.

Transcrevo palavras da bibliotecária sobre ele:`"Quando eu soube, inevitavelmente, eu me lembrei do término das aulas, ficávamos lá, na ?bilbio?, discutindo, sempre eu, o Fer, a Dani, o Paulo, a Deia, o Lu...enfim... Que saudades!  Sem ser piegas, mas o Fer era um daqueles sujeitos raros. Pessoas como ele demoram pra nascer. E quando nascem não ficam muito tempo, precisam ajudar jesusinho. Feliz da mãe dele, feliz da esposa, feliz dos filhos e felizes somos nós, porque pudemos encontrá-lo, conhecê-lo e conviver com ele. Somos todos, inegavelmente, privilegiados." (Rosangela Antonio Pires)

Até quando vamos suportar a violência no trânsito, praticada por criminosos que muitas vezes não são punidos? Afinal, é homicídio doloso, porque a velocidade do carro é imprimida pelo cérebro de quem dirige. É como apertar o gatilho de uma arma.


Benedita Ondina Raphael Silveira

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