Internacional

Protestos no Egito deixam dois mortos e centenas de feridos

Da redação JCNet
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Manifestantes que exigem o fim do governo militar e que estão revoltados com as violentas práticas policiais entraram em confronto com as forças de segurança neste domingo no Egito, no que se tornou o maior teste na área da segurança para os generais que comandam o país, uma semana antes das eleições parlamentares.

Duas pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos, os maiores atos de violência desde os 18 dias de revolta que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.

Jovens do Cairo gritavam "O povo quer derrubar o regime" enquanto investiam contra a polícia, que disparou balas de borracha e gás lacrimogêneo. Manifestantes lutaram com as forças de segurança em outras duas cidades.

  O Egito realizará sua primeira eleição parlamentar desde a queda de Mubarak em uma confusa votação que começará no dia 28 de novembro. Muitos egípcios estão preocupados de que a polícia não conseguirá levar segurança ao pleito, embora o Exército insista que isso não é um problema.

Os poderes presidenciais continuarão com o Exército depois da votação. Uma briga surgiu entre dois grupos políticos e o gabinete controlado pelos militares, devido às regras para a criação de uma Constituição, que pode deixar o Exército livre de controle civil. O Parlamento precisa escolher a assembleia que vai escrever a Constituição.

Houve casos de violência neste domingo, mesmo depois de os grandes confrontos da madrugada terem diminuído.

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