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Governo federal eleva salário mínimo de 2012 para R$ 622,73

Folhapress
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Brasília - O salário mínimo deverá ser elevado a R$ 625,00 em janeiro, segundo novas projeções apresentadas ontem pelo governo ao Congresso Nacional. Até então, os cálculos oficiais apontavam que o valor subiria de R$ 545,00 para R$ 620,00. O motivo da revisão é uma estimativa mais realista para a inflação deste ano.

Ao apresentar o projeto de Orçamento de 2012, em agosto, o Executivo optou por uma previsão mais otimista que a dos analistas de mercado para a variação do INPC. Agora, a taxa esperada subiu de 5,7% para 6,3%.

Desde o segundo governo Lula, os reajustes anuais do mínimo têm seguido uma fórmula que combina o INPC acumulado desde o aumento anterior e o crescimento da economia do ano retrasado.

Conforme lei aprovada no início do ano, essa metodologia será seguida, pelo menos, até 2015.

Graças à expansão do consumo e do investimento no ano eleitoral de 2010, o reajuste programado para janeiro significará o maior ganho real - acima da inflação - desde a adoção da fórmula.

Pelos dados mais atualizados do Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto do País cresceu 7,5% no ano passado. Essa taxa ainda pode ser revisada até dezembro. Considerando as estimativas atuais para a inflação e a variação do PIB, o salário mínimo projetado para janeiro é de exatos R$ 622,73, contra uma projeção anterior de R$ 619,21.

A praxe seguida pela administração petista, no entanto, tem sido a de fixar valores múltiplos de R$ 5,00 para o mínimo, com o objetivo de facilitar os saques em caixas eletrônicos. Pela legislação, o arredondamento dos valores deve ser sempre para cima.

O novo cálculo deverá elevar em cerca de R$ 1,5 bilhão os gastos previstos com benefícios previdenciários e assistenciais, além de seguro-desemprego e abono salarial.

Pelas contas da área econômica, cada R$ 1,00 a mais no salário mínimo significa custos adicionais na casa dos R$ 300 milhões ao ano.

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