Tribuna do Leitor

MATERNIDADE SANTA ISABEL E A FAMESP - PRESENTE DE NATAL?


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19/6/2011 - "(Hospital de) Base e a Maternidade vão passar para a gestão da Famesp", assegurou Alckmin. "Nós vamos investir R$ 44 milhões", reforçou o mandatário.

10/11/2011 - No momento em que, mais uma vez, expõe sua condição limite de gerenciamento, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) deverá deixar de administrar a Maternidade Santa Isabel. A previsão é a de que até o final da próxima semana a gestão da unidade seja transferida para a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), segundo o informado pelo próprio órgão.

17/11/2011 - Em relação à previsão de que encampação da Maternidade pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), conforme já divulgado pelo JC, o presidente do órgão, Pasqual Barretti, disse ao JC que ainda aguarda a resposta da Secretaria de Estado da Saúde sobre a proposta técnica já apresentada. Porém, diante do impasse referente às dívidas trabalhistas, tributárias e com fornecedores da AHB, de cerca de R$ 143 milhões, é possível que a transferência da administração para a Famesp não ocorra até o final deste ano 

22/11/2011 - Na manhã desta terça-feira (22), funcionários da Maternidade Santa Isabel de Bauru paralisaram suas atividades durante meia hora. O motivo: a falta de previsão para o recebimento do vale e do pagamento do décimo terceiro.

É triste ver o trabalho de tantos (profissionais de saúde, administrativos e técnicos) ser mal tratado assim.

Mas mais tristes e inquietos (se não apavorados) devem estar as futuras mamães que, sem poder arcar com os custos altos dos planos de saúde, tem apenas o SUS a quem recorrer na hora do parto.

Aquela hora que deveria ser de alegria, se transforma desde agora em um martírio.

E aí me pergunto: onde estão as pessoas que têm poder político para fazer acontecer que não veem o ridículo da situação acima? Como pode o governador do Estado (o maior da federação) dizer uma coisa publicamente, ser aplaudido por aquilo e depois tudo ser deixado de lado, aos cuidados dos burocratas?

Pelo teor das matérias publicadas por esse jornal nas datas anotadas acima, tem-se a impressão de que o assunto merece o mesmo tratamento que uma desapropriação de alguma área, da entrega de algum núcleo habitacional ou de uma avenida. Esses atos podem ser protelados.

Mas a situação da Maternidade não pode ser tratada como qualquer coisa. Ela atende a uma grande parcela da população que só pode contar com governo na hora tão sublime que é a de ter um filho. E olha que esse é um direito de qualquer um de nós! Esperamos e conclamamos a quem de direito (prefeito, deputados da região, vereadores, padres, pastores, etc) para que deem um basta nisso.

A Maternidade tem que ser transferida a Famesp ou outro órgão de gestão pública e ser reaparelhada para atender nossas futuras mamães e crianças, inclusive com uma UTI neonatal apropriada ao tamanho da cidade e vizinhança.

Além disso, tem-se que garantir os direitos dos empregados que lá trabalham, pois todos sabemos como é difícil equilibrar nossas contas no mundo de hoje. Imagine-se como deve ser trabalhar num lugar cuidando das vidas de mães e filhos quando não se tem ideia de quando se receberá o pagamento para poder cuidar dos seus.

Ou será que vão transferir os partos futuros para o Hospital da Unimed ou congêneres? Vamos, gente, mexam-se. Mostrem sensibilidade ao problema e capacidade de governar a cidade, a região e o maior estado da federação. Esse Estado não sobreviverá sem seu povo, principalmente daqueles que já estão por chegar, pois desde a declaração do governador já se vão sete meses.

E por falar nisso, em 2012 não teremos eleições? Grato pela publicação.


Fernando Fernandes

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