Esportes

Confederação Brasileira de Futebol faz campanha contra racismo

Da redação JCNet
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quinta-feira (24) uma campanha de repúdio ao racismo no esporte, depois que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, deu declarações polêmicas sobre o problema.

A penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no próximo fim de semana, foi nomeada "Rodada contra o Racismo".

Segundo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, "racismo não se resolve com aperto de mão e nem quem sofre esquece no dia seguinte".

As declarações parecem rebater o presidente da Fifa, que na semana passada declarou à CNN: "Talvez um dos jogadores tenha uma palavra, um gesto para o outro que não seja o correto. Mas o que é afetado por isso deve dizer: 'É um jogo, estamos num jogo, e no final do jogo deveríamos apertar as mãos'".

Dois dias depois, Blatter pediu desculpas pelos comentários: "quando se tem algo que não foi totalmente correto, somente posso dizer que lamento por todas as pessoas afetadas por minhas declarações".

A CBF enumera diversos casos nos últimos anos em que jogadores brasileiros foram vítimas de racismo.

Somente em 2011, segundo a entidade, Gilberto Silva, à época no grego Panathinaikos; Marcelo, do Real Madrid, Diego Mauricio, quando disputava jogo da seleção sub-20; Alan, do Braga; Roberto Carlos, do Anzhi; Edimar, do Skoda Xanthi; além de Neymar, com a seleção brasileira, foram xingados por adversários ou a torcida rival. "Não é justificável pelo calor de uma partida, não pode ser interpretado como gesto de torcedor. É algo intolerável, que não condiz com o esporte", acrescentou Teixeira.

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