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Síria tem mais um dia para evitar sanções da Liga Árabe

Reuters
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Cairo - A Liga Árabe afirmou ontem que dará mais 24 horas à Síria para sinalizar sua aceitação à presença de monitores árabes no país, conforme prevê um plano destinado a acabar com oito meses de violenta repressão a protestos. Caso contrário, Damasco deve sofrer abrangentes sanções econômicas.

A Liga Árabe, que geralmente evita punições aos seus Estados membros, tomou essa decisão numa reunião de nível ministerial, após o governo de Bashar al-Assad tomar violentas medidas contra os manifestantes, apesar de ter neste mês aceitado um plano de paz da Liga.

Em nota, a entidade regional disse estar informando a Organização das Nações Unidas e cobrando “as medidas necessárias de acordo com a Carta da ONU para apoiar o esforço da Liga Árabe no sentido de resolver a complicada situação na Síria.”

Um diplomata disse que o objetivo dessa cláusula não é criar as bases para uma intervenção estrangeira, algo que os árabe rejeitam. Em março, a proposta da Liga para a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia acabou resultando uma resolução da ONU que legitimou bombardeios da Otan no país norte-africano.

O comunicado da Liga diz que a Síria tem até sexta-feira para assinar um protocolo relativo à presença de monitores, e que caso contrário uma comissão de ministros irá preparar sanções econômicas e sociais, a serem revistas no domingo por chanceleres do grupo.

A Liga Árabe pretendia inicialmente enviar 500 observadores, incluindo militares e representantes de organizações da sociedade civil. Entre as possíveis sanções citadas pela Liga estão a suspensão de voos e de transações financeiras e comerciais, além do congelamento de contas bancárias. A nota promete evitar medidas que prejudiquem a população síria.

 

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