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Seminário em Bauru discutirá futuro da engenharia clínica

Neto del Hoyo com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Hospital Estadual Bauru (HEB) e a subseção regional da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin) em Bauru promovem hoje, a partir das 9h, o 6º Seminário de Engenharia Clínica do Interior Paulista.

O evento que é direcionado a engenheiros, técnicos em equipamentos de saúde, tecnólogos em sistemas biomédicos, profissionais de Tecnologia da Informação (TI) e da área de saúde de uma maneira geral, integra a programação dos 9 anos do HEB e será realizado no auditório da instituição. As inscrições para o seminário, porém, já estão esgotadas.

Engenheiro clínico, gerente de Engenharia Clínica do HEB e diretor da sub-sede da Abeclin do Interior, Antonio Plácido Chahad afirma que o Seminário realizado hoje é um dos mais importantes eventos deste segmento e um dos poucos realizados no interior de São Paulo. "Estamos com a proposta de trazer temas atuais e a discussão dos vários aspectos da atuação dos profissionais seja na aquisição, no emprego do equipamento e na manutenção, visando sempre o melhor resultado para o paciente e o melhor custo/benefício para o cliente".

Ele explica que, assim como nos anos anteriores, a proposta da Abeclin, agora por meio da sua representação regional, é oferecer aos profissionais e estabelecimentos de saúde do interior a oportunidade de discutir os recursos tecnológicos mais adequados, além de soluções em equipamentos que podem interferir na eficácia do tratamento dos pacientes. "A cada dia os hospitais, clínicas, laboratórios, institutos de saúde públicos ou privados buscam o suporte de especialistas da engenharia clínica para aquisição desses equipamentos médico-hospitalares e implementação de novos sistemas. A questão não é apenas se o equipamento está funcionando, mas se está em boas condições, sem oferecer riscos aos pacientes e com 100% de aproveitamento. Queremos divulgar e fomentar a importância desse profissional e inseri-lo no mercado de trabalho, ou seja, nas instituições de saúde", afirma Chahad.

"A Engenharia Clínica e a Instituição de Ensino", "Radioterapia", "Regulamentação e Normas Aplicadas ao Gerenciamento de Tecnologias", "T I e a Engenharia Clínica" entre outros temas serão abordados nas palestras e discussões nos períodos da manhã e tarde. Os palestrantes são profissionais de instituições de ensino como Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), Unicamp, Universidade Federal de Itajubá, Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), Hospital Sírio Libanês e Hospital Estadual Bauru além da própria Abeclin.

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Intenção da Abeclin é trazer
especialização em dois anos


Além de debater temas sobre a engenharia clínica, a 6ª edição do Seminário em Bauru pretende abrir ainda mais a discussão sobre a possibilidade de trazer para a cidade a formação de profissionais do ramo.

Segundo Antonio Plácido Chahad, gerente de Engenharia Clínica do HEB, existem hoje no Estado de São Paulo dois polos de formação de engenheiros clínicos bem conceituados. "Temos como base os cursos de especialização oferecidos pela Unicamp (Universidade de Campinas) e pelo Instituto Israelita do Hospital Albert Einstein. Nosso objetivo é que, pela importância que Bauru tem e pelo trabalho já desenvolvido em engenharia clínica no Hospital Estadual, possamos trazer essa especialização para a cidade em breve. Estamos discutindo essa possibilidade com entidades, como a própria Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) que possui cursos nas áreas de biomédicas e poderia incorporar essa especialização em sua grade. Isso demanda certo tempo, mas vai trazer qualificação e mão de obra capacitada", diz.

Segundo Chahad o profissional que atua na área de engenharia clínica é responsável pelo suporte, gestão, manutenção, e aquisição de novas tecnologias em centros de saúde. "Essa especialidade se configura como uma necessidade que deve, daqui dois ou três anos, se configurar como obrigação dentro das instituições de saúde", conclui.

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