A presidente Dilma Rousseff fez um apelo nesta sexta-feira (25) para que o país não se atemorize diante da crise econômica internacional. Segundo ela, não é o momento de as pessoas pararem de consumir nem de as empresas pararem de produzir.
"O que nós temos que fazer diante da crise não é nos atemorizar, parar de consumir, parar de produzir", disse Dilma, durante cerimônia de inauguração de novas instalações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro.
"O que nós temos de fazer... (é) garantir que o setor privado continue investindo e os trabalhadores e o povo brasileiro e que toda a população brasileira continue consumindo". A fala de Dilma reforça seus últimos discursos, nos quais tem defendido o mercado interno brasileiro e a solidez fiscal como ferramentas do Brasil para amenizar os efeitos da crise. O governo também vem estimulando a economia por meio da política monetária, com reduções na taxa básica de juros, que serve de parâmetro para os empréstimos.
A Selic, desde agosto passado, foi cortada em 1 ponto percentual, para os atuais 11,50 por cento ao ano. Na próxima semana, o Banco Central (BC) define novamente a taxa e as expectativas são unânimes em que fará uma nova redução de 0,50 ponto percentual, como mostrou pesquisa da Reuters.
Dilma afirmou ainda que a crise europeia levará tempo para ser resolvida e que o momento de turbulência externa representa oportunidades para o país. "Essa crise europeia não acaba nem em um ano, nem possivelmente em dois... temos que ter consciência disso", disse, ao destacar também os problemas enfrentados pela economia norte-americana.