O governo sírio ignorou a iniciativa das potências árabes para pôr fim à repressão ao levante pró-democracia nesta sexta-feira (25). Simpatizantes da oposição e militares morreram em episódios de violência que não cessam.
Os militares sírios afirmaram que 10 de seus homens, incluindo seis pilotos, foram mortos em um ataque a uma base da Força Aérea e que o incidente indica o envolvimento estrangeiro na revolta contra o governo do presidente Bashar al-Assad, que já dura oito meses.
As forças do governo mataram a tiros ao menos quatro manifestantes na capital, Damasco, que apelavam pela intervenção estrangeira para acabar com a repressão, afirmaram ativistas. Outros dois civis foram mortos em incursões a suas casas, disseram eles.
Na sexta-feira, expirou um prazo estabelecido pela Liga Árabe para que a Síria assinasse um acordo permitindo a entrada de monitores de paz no país. O governo, porém, não deu resposta. Ao mesmo tempo, a Turquia anunciou que não podia mais tolerar qualquer derramamento de sangue.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde março, em sua maioria civis baleados enquanto saíam às ruas das cidades sírias pedindo o fim do governo de Assad.