Internacional

Síria tem mais violência; ONU oferece ajuda

Reuters
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Damasco - O governo sírio ignorou a iniciativa das potências árabes para pôr fim à repressão ao levante pró-democracia ontem. Simpatizantes da oposição e militares morreram em episódios de violência que não cessam.

Os militares sírios afirmaram que dez de seus homens, incluindo seis pilotos, foram mortos em um ataque a uma base da Força Aérea e que o incidente indica o envolvimento estrangeiro na revolta contra o governo do presidente Bashar al-Assad, que já dura oito meses.

As forças do governo mataram a tiros ao menos quatro manifestantes na capital, Damasco, que apelavam pela intervenção estrangeira para acabar com a repressão, afirmaram ativistas. Outros dois civis foram mortos em incursões a suas casas, disseram eles.

Ontem, expirou um prazo estabelecido pela Liga Árabe para que a Síria assinasse um acordo permitindo a entrada de monitores de paz no país. O governo, porém, não deu resposta. Ao mesmo tempo, a Turquia anunciou que não podia mais tolerar qualquer derramamento de sangue.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde março, em sua maioria civis baleados enquanto saíam às ruas das cidades sírias pedindo o fim do governo de Assad.

De acordo com a iniciativa da Liga Árabe, a Síria concorda em retirar as tropas dos centros urbanos, libertar os prisioneiros políticos, iniciar o diálogo com a oposição e permitir a entrada dos monitores. A Liga estendeu o prazo depois de ele ter expirado ontem, dizendo que esperaria até o final do dia para decidir o que fazer.

 

ONU oferece ajuda

A ONU está preparada para auxiliar uma missão de paz da Liga Árabe na Síria, onde milhares de pessoas já morreram em oito meses de repressão aos protestos pró-democracia, informou um porta-voz ontem.

Em nota divulgada anteontem, a Liga Árabe disse ter pedido à ONU “as medidas necessárias de acordo com a Carta da ONU para apoiar o esforço da Liga Árabe para resolver a complicada situação na Síria.”

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, afirmou que o secretário-geral Ban Ki-moon saudou o que disse ser uma “proposta (da Liga Árabe) para enviar uma missão de observadores a fim de proteger os civis na Síria” e aconselhou Damasco a oferecer seu “consentimento e plena cooperação.”

 

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