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Tradição nos EUA, Sexta-Feira Negra atrai consumidores no Brasil

Folhapress
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São Paulo - Duas TVs, micro-ondas, ferro de passar, torradeira e cafeteira. Mesmo sem planejar compras, a comerciante Liu Lopes, 50 anos, saiu ontem de um hipermercado de São Paulo carregando quase uma dezena de produtos. “Geralmente a gente só encontra promoção depois do Ano Novo. Valeu a pena”, diz.

Liu é uma dos milhares de consumidores que aderiram à versão regional da “Black Friday”, a tradicional megaliquidação americana e que dá início à temporada de compras de fim de ano (leia mais na página 28).

A rede Extra, onde Liu fez as compras, foi a primeira no País a levar para as ruas a promoção que, em 2010, começou no varejo on-line. Com descontos de até 70%, o Extra dobrou o faturamento em relação ao mesmo dia do ano passado e aumentou em 80% o fluxo de clientes.

A Americanas também prometeu uma Sexta-Feira Negra em todas as suas lojas. Mas a reportagem não encontrou menção à “Red Friday”, como batizou o evento, nas três lojas da cidade que percorreu. Sem grande quantidade de itens em promoção, não havia clima de megaliquidação.

Na Internet, o evento superou as expectativas. O site Busque Descontos, que agregou 53 lojas, teve pico de 210 mil acessos por segundo e seis milhões de cadastros.

 

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