Itabom/Bauru e São José voltam a se enfrentar hoje, 26 dias após o time bauruense perder a quarta partida do playoff semifinal do Campeonato Paulista e ser eliminado do Estadual diante dos joseenses na série melhor de cinco jogos por 3 a 1. São José acabou vice-campeão, perdendo a decisão para o Pinheiros. As equipes se reencontram em duelo válido pelo Novo Basquete Brasil (NBB), onde estão invictas depois de duas rodadas. Para o Bauru, não deixa de ser uma revanche, além de um confronto que vale seguir 100% no Nacional e em casa - antes os bauruenses passaram por Vila Velha e Joinville. São José vem de vitórias sobre Minas e Sorocaba. O jogo tem início às 18h, no ginásio da Luso.
Os jogadores do Itabom admitem que é difícil não entrar em quadra hoje com "sede de vingança". Salientam, porém, que a revanche traz motivação positiva. "É uma coisa saudável, a gente sabia que tinha condição de passar por eles, que tiveram o mérito de vir e vencer aqui dentro. Ao mesmo tempo, respeita porque sabe que podem vencer aqui. Mas a gente vem com raiva e com vontade de devolver, como já fizemos em outro ano, quando vencemos em São José", comenta o ala Fischer, cestinha das duas vitórias do Itabom até aqui no NBB. "Tem que entrar bem focado, é um confronto direto e a gente sabe da importância desse resultado. Vamos com tudo", promete.
O ala Gui também afirma que o time está "engasgado" com São José. "Fica um gostinho de vingança, sim. A gente sabe que tem tanta qualidade quanto eles e quer ganhar o jogo. Eles passaram na semifinal e foram para a final (do Paulista). A gente também tinha mérito para ir à final. No Brasileiro começamos bem, com duas vitórias, vamos jogar em casa e temos que mandar no jogo e ir para cima deles", prega.
Inimigos íntimos, Itabom e São José se conhecem muito bem. Fischer cita os pontos que Bauru precisa trabalhar para segurar os visitantes hoje. "O ponto primordial do São José é o trabalho com pivô, principalmente com o Murilo, que é um cara bem rápido para a posição e tem uma entrada fulminante no garrafão. E o Fúlvio usa como ninguém o pick and roll (jogada em que o pivô bloqueia, fazendo um corta-luz e, depois, gira e se desloca para receber no garrafão). A gente sabe o que tem que fazer, mas é difícil. Às vezes, na situação do jogo, não consegue fazer o que está preparado ou treinando. Mas nosso time está bem, voltou a crescer depois de quase um mês parado. A tendência é fazermos uma partida melhor do que as duas primeiras", projeta.
Gui lembra que o fato dos times se conhecerem bem acaba complicando mais e ressalta as mesmas qualidades no adversário lembradas por Fischer. "Quanto mais você se conhece, fica mais difícil. Temos que tirar o ponto forte deles, que é o pick and roll, que o Fúlvio e Matheusinho usam bem, e o contra-ataque deles, que é importante. Precisamos ter defesa forte e pegar o contra-ataque, que é o nosso forte também", aponta. "Amanhã (hoje) vamos jogar com um time muito mais ofensivo do que Joinville. Vamos com um foco muito bom para poder parar o time deles", promete.
Os ingressos para confronto serão vendidos a partir das 16h30, na bilheteria da Luso. Os preços são: R$ 10,00 meia, R$ 20,00 inteira e R$ 40,00 cadeira cativa.
Cesta Mágica
Itabom/Bauru e Prefeitura Municipal firmaram parceria para a realização do Projeto Cesta Mágica nas escolas municipais. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, serão implantandos nas 16 escolas municipais de ensino fundamental polos de basquete, com o objetivo de capacitar os professores de educação física da rede municipal a fazer a apresentação da modalidade, uma iniciação/recreação, ou seja, de forma lúdica.
Outro jogo, outro campeonato
Se entre os jogadores existe aquele sabor de revanche, a comissão técnica do Itabom trabalha de maneira mais fria, separando as partidas e campeonatos para traçar estratégias de jogo. Assim, a eliminação no Paulista não entra nos fatores que influenciam o duelo desta noite. "É outro campeonato. Para nós, é como se fosse qualquer outro jogo importante. Um jogo em casa e a obrigação nossa é fazer um bom jogo e ganhar. O nosso pensamento é de vitória e não de rivalidade", observa o assistente técnico Hudson Previdello.
Com os times se conhecendo muito bem, o trabalho, segundo Previdello, é para conseguir nos detalhes algo que possa dar uma vantagem e prevalecer em quadra. "A gente já conhece bastante o sistema de jogo deles e eles nos conhecem. O que a gente está tentando fazer é trabalhar para minimizar os pontos positivos deles no ataque, as bolas chaves dentro do sistema tático deles, para conseguir tirar alguns pontos que podem ser importantes no final da partida. Na parte ofensiva, estamos tentando explorar alguns pontos que exploramos pouco na série semifinal do Paulista e tentar corrigir alguns erros para ter tranquilidade para atacar", define.