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Brasileiro fica em média 5 anos na mesma vaga


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São Paulo - O trabalhador brasileiro é um dos que permanecem menos tempo no emprego em uma lista de 22 países, segundo o estudo Rotatividade e Flexibilidade no Mercado de Trabalho, realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em convênio com o Ministério do Trabalho.

 

Em 2

9, último ano analisado pela pesquisa, o trabalhador brasileiro ficava, em média, cinco anos em um mesmo emprego, perdendo apenas para os americanos, com 4,4 anos. O país em que o trabalhador permanecia mais tempo em um mesmo emprego era a Itália, com 11,7 anos, seguida por França e Bélgica (11,6 anos), Portugal e Alemanha (11,1 anos).

 

Nos últimos dez anos até 2

9, o tempo médio do trabalhador brasileiro em um mesmo emprego caiu. No ano 2

, a média era de 5,5 anos, número que caiu para 5,3 anos no período de 2

1 a 2

5, recuando em 2

6 para 5,2 anos. Em 2

7 e 2

8, a média foi de 5,1 anos.

 

 

Rotatividade

 

A rotatividade do trabalhador brasileiro também aumentou na última década, de acordo com o estudo. Embora os vínculos empregatícios ativos entre 2

3 e 2

9 tenham tido alta de 43,66%, de 28,6 milhões para 41,2 milhões, o número de desligados também cresceu no período, de 12,2 milhões em 2

3 para 19,9 milhões em 2

9.

 

Assim, a taxa de rotatividade foi de 49,4% em 2

9, ante 45,1% em 2

1. Considerando apenas as demissões sem justa causa, a taxa de rotatividade também aumentou, de 34,5% em 2

1 para 36% em 2

9.

 

Entre os setores, a maior rotatividade em 2

9 foi verificada na construção civil, com 86,2%, considerando apenas as demissões sem justa causa. Na agricultura, a rotatividade foi de 74,4%; no comércio, de 41,6%; nos serviços, de 37,7%; na indústria da transformação, 36,8%; na indústria extrativa mineral, 2

%; serviços utilidade pública, 17,2%; e administração pública, 1

,6%.

 

Também de acordo com o estudo, considerando o total de estabelecimentos do universo da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), pouco menos de dois terços dos desligamentos anuais foram realizados por 6% do total de estabelecimentos do País nos últimos anos.

 

Do total de 19,9 milhões de demissões em 2

9, 12,3 milhões (62%) ocorreram em um grupo de 11 mil estabelecimentos (5,5% do total). No ano de 2

8, 112 mil estabelecimentos (5,7%) demitiram 12,9 milhões de trabalhadores (64%) do total de 2

,3 milhões de desligamentos ocorridos. Em 2

7, 93,5 mil estabelecimentos (5,1%) demitiram 1

,5 milhões trabalhadores (61%), de um total de 17 milhões de desligamentos.

 

Exceto por uma pequena redução em 2

9, o salário médio dos trabalhadores admitidos vem crescendo em relação ao dos desligados desde 2

3. Naquele ano, a relação entre a renda dos admitidos e dos desligados era de 84,5%. Em 2

1

, chegou a 92,5%. 

 

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