Brasília - Em dez anos, aumentou o número de pessoas que moram sozinhas no país, passando de 8,6% para 12,1%, segundo dados do Censo 2
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do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre os motivos por trás de tal crescimento estão o aumento das separações conjugais, a maior expectativa de vida da população e a multiplicação dos prédios nas cidades.
Morar sozinho, porém, ao mesmo tempo que significa liberdade e pode ser um exercício positivo de independência, também exige boa dose de disciplina e requer alguns cuidados, segundo especialistas.
Ao viver sozinha, a pessoa não deve permitir que sua vida seja marcada pela solidão, que oferece riscos psicológicos e à saúde.
“Algumas pessoas se dão bem vivendo sozinhas e com a liberdade que isso representa. São aquelas que encontram nisso um ímpeto criativo e, de modo positivo, gostam de decorar a própria casa, por exemplo’’, explica Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto Comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Monezi, porém, afirma que a pessoa que vive sozinha não deve descuidar das relações sociais. “Ninguém deve se afastar do convívio da família e dos amigos. A solidão pode aumentar os níveis de ansiedade e isso pode evoluir para depressão ou quadros de fobia social’’, afirma o pesquisador da Unifesp.
Abandono não
Autor do livro “Solidão e Liberdade’’, Jadir Lessa, psicoterapeuta e doutorando em Psicologia Clínica pela UFF (Universidade Federal Fluminense), afirma que quem interpreta viver só como sinônimo de liberdade leva a vida com mais leveza.
“Já quem encara a solidão como abandono ou como descaso dos outros acaba por não assumir responsabilidades sobre suas próprias escolhas’’, explica Lessa.
Sobre o tema solidão, o psicoterapeuta mantém uma página na internet, onde disponibiliza mais informações: www.existencialismo.org.br.