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Dívida leva American Airlines à concordata


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Nova York - A empresa controladora da companhia aérea American Airlines, AMR Corporation, Estados Unidos, pediu concordata ontem para reestruturar suas atividades.

“A American decidiu tomar essa providência para atingir estrutura de custo e débito que seja competitiva no setor de aviação”, informou a empresa em nota.

Segundo a companhia -a terceira maior dos EUA- não há alterações nos horários dos voos, no programa de fidelidade e nas reservas, assim como em nenhuma outra operação.

A concordata nos Estados Unidos não significa que a empresa será liquidada.

O processo, regulado pelo que é conhecido como Capítulo 11 da Lei de Falências, permite que as empresas entrem em recuperação e fiquem protegidas de ações de credores. O dispositivo legal possibilita que as companhias continuem funcionando enquanto renegociam os seus compromissos.

A American Airlines havia escapado da onda negativa no setor que fez com que grandes companhias aéreas americanas pedissem concordata nesta década.

O consultor especializado em aviação André Castellini, sócio da Bain & Company, diz que, como a American Airlines não havia passado por reestruturação, ficou em desvantagem em relação aos concorrentes com sua estrutura de custos e de pessoal, assim como nas condições de contrato com empresas de leasing de aeronaves.

A United Airlines pediu concordata em dezembro de 2002 e permaneceu por cerca de três anos em reestruturação. Em fevereiro de 2006, quando saiu do regime especial, o número de funcionários havia caído aproximadamente 30%, e a frota, 20%. Em 2005, as americanas Delta e Northwest também entraram em reestruturação.

 

Dívida alta

A dívida da American Airlines é um dos motivos para a decisão. A AMR tinha, em setembro, US$ 24,7 bilhões em ativos e US$ 29,9 bilhões em dívidas. No terceiro trimestre deste ano, a controladora reportou prejuízo de US$ 162 milhões.

O anúncio de concordata fez as ações da empresa caírem ontem mais de 80%

De acordo com a American Airlines, a concordata não afeta o Brasil, uma vez que as operações continuam funcionando normalmente.

Segundo comunicado, a medida não afetará os serviços realizados no Brasil.

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