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BC reduz juros pela 3ª vez seguida, para 11% ao ano

Folhapress
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Brasília - O Banco Central anunciou ontem o terceiro corte consecutivo de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que caiu para 11% ao ano (veja quadro). Esta foi a última reunião neste ano do Copom (o comitê que define a trajetória dos juros no Brasil), que volta a se reunir no dia 17 de janeiro.

O corte dos juros já era esperado pelo mercado financeiro. A expectativa dos analistas agora é que o BC faça mais três reduções no início de 2012, o que traria a taxa básica para 9,5% ao ano.

A redução dos juros é uma das medidas adotadas pelo governo desde agosto para evitar uma desaceleração mais forte da economia brasileira por conta da crise financeira internacional.

O BC também já retirou algumas restrições ao crédito, inclusive nas operações com veículos e desconto em folha de pagamento. Também se espera redução de impostos sobre financiamentos ao consumo, entre outras medidas que podem ser anunciadas ainda neste ano.

Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que serão divulgados no início de dezembro devem mostrar que a economia brasileira encolheu no trimestre encerrado em setembro. Também houve recuo da inflação no último mês.

Outro fator que contribui para a queda dos juros é a mudança no cálculo do índice oficial de inflação (IPCA), anunciada anteontem pelo IBGE, que reflete alterações no perfil dos gastos dos brasileiros. Com base apenas nesta mudança, vários economistas reduziram suas projeções de inflação, o que abre espaço para cortes maiores dos juros.

A redução dos juros não deve tirar o Brasil da posição de país com a maior taxa básica entre as economias mais importantes.

Os juros também continuarão acima dos 8,75% ao ano alcançados durante a crise de 2008/2009, quando o impacto da crise no Brasil foi maior e a inflação estava mais baixa.

Essa mudança pode representar, no entanto, pequeno alívio para empresas que não têm acesso ao crédito com subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para os consumidores, que pagam hoje, em média, juros de 40% ao ano. Em 2009, a taxa média era inferior a 35% ao ano.

Minutos após a decisão do Copom, a Caixa Econômica Federal já disparou a queda de suas taxas para suas linhas de crédito para pessoa física e jurídica. Para os consumidores, tomar empréstimo na Caixa fica 1 ponto porcentual mais barato, enquanto as empresas terão os custos reduzidos em até 0,6 ponto percentual ao ano.

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