Rio - Diminuiu no Brasil a proporção de bebês que não são registrados no ano de seu nascimento. Em 2000, esta proporção chegava a 21,9%. Dez anos depois, caiu para 6,6%. Outro problema comum no país, mas que se reduziu na década, foi a proporção de óbitos não registrados. Em 2010, o IBGE estimou que 8% das mortes não foram registradas, percentual que era de 15% em 2000 (veja quadro).
Este indicador é altamente afetado pelas taxas de mortalidade infantil. Quanto maior o óbito de bebês, maior a probabilidade de não registro. Além de razões culturais e da pobreza, a motivação de famílias para obter o registro da morte de uma criança pequena é menor do que no caso de um adulto, pois, neste segundo caso, o documento é uma peça importante na partilha de bens.
A queda da mortalidade infantil - indicada por outras pesquisas do IBGE - causa também mudança no padrão de óbitos na faixa etária de até um ano de idade. Cada vez mais, essas mortes se concentram nos seis primeiros dias de vida do bebê (52% das mortes registradas), quando são mais difíceis de evitar.
Países muito pobres têm a mortalidade infantil concentrada após o primeiro mês de vida, fato que está mais correlacionado à pobreza e a más condições de saneamento básico.
Como o Censo já havia confirmado, houve redução de 21,7% para 18,4% na proporção de mães jovens, com idade entre 15 e 19 anos. O inverso aconteceu entre mulheres de 30 a 34 anos, cujos nascimentos representavam 14,4% em 2000 e, dez anos depois, passaram a 17,6%.