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Maria e José ainda são os nomes mais comuns

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 4 min

Quioshi Goto

O pequeno Gabriel, de 2 meses, com os pais Clayton Teixeira e Letícia Ferreira

Levantamento realizado pela empresa de análise de crédito proScore indica que Maria é o nome mais comum do Brasil. De acordo com o ranking elaborado (veja ao lado), mais de 13 milhões de brasileiras se chamam Maria, o que corresponde a quase 7% das 190 milhões de pessoas que vivem no País.

Dentre os nomes mais utilizados para batizar os homens, José é a opção mais comum, com mais de 8 milhões apontados, garantindo o segundo lugar no ranking apresentado com 50 nomes mais utilizados em solo brasileiro.

Para chegar ao levantamento, a empresa utilizou seu banco de dados com aproximadamente 165 milhões de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) e confirmou o que pode ser notado nas páginas das letras m e j de agendas, sempre com espaço pequeno para tantos contatos que começam com essas consoantes. Os “José” ainda dividem espaço com os “João”, quarto nome mais popular no Brasil com cerca de 3 milhões de batismos, atrás apenas de Antônio, com cerca de 3,5 milhões de nomes.

A explicação pode ser tão simples quanto o que já aponta a intuição geral. Por se tratar do País mais católico do mundo (68,4% da população segundo estudo da Faculdade Getulio Vargas divulgado este ano), o Brasil concentra muitos nomes ligados à religião.

 

Cristianismo

Segundo o Cristianismo, Maria, esposa de José, foi a escolhida para dar à luz Jesus Cristo. Foi por esse motivo que a mãe da aposentada Maria Benedita da Silva Pereira, 58 anos, escolheu o nome da filha. “Minha mãe diz que era para me chamar Aparecida, que também faz referência à santa, mas acabou colocando Maria mesmo. Isso porque ela é devota de Maria, e esse era um costume de alguns anos atrás. Hoje não existe muito isso, eu mesma não tenho filhas com nome de Maria”, conta.

Para o também aposentado José Eduardo de Almeida Pacheco, 73 anos, a divulgação do levantamento vem apenas reforçar uma lógica inegável. “Se tratando de Brasil, tem que ser José e Maria mesmo, somos um País católico. Washington é que não poderia ser o mais comum”, brinca.

Segundo ele, a escolha de seu nome tem relação ainda com a data em que nasceu. “Faço aniversário no dia 19 de outubro, e no dia 19 de março é comemorado o dia de são José”.

Não bastasse a constatação, outro dado curioso do levantamento apresentado é o nome Luiz com “z”, que é 3 vezes mais usado que Luís com “s”. Luiz ultrapassa 1,5 milhões de adeptos, enquanto Luís não chega nem a 500 mil registros.

 

Júlia e Gabriel estão ‘na moda’

Em outro levantamento divulgado neste ano, o BabyCenter, site norte-americano integrante da família de empresas Johnson & Johnson, aponta que no ranking de nomes de bebês brasileiros, Gabriel e Júlia são os vencedores.


E quem tem filhos pequenos sabe que estes são apenas alguns dos nomes-símbolos de uma geração. O levantamento do ano passado aponta ainda uma nova geração de bebês chamados Davi, Miguel, Isabella e Rafaela.

A lista (acima) mostra também que nomes com “th” e “ph”, como Arthur, Matheus e Sophia, estão fazendo sucesso ao lado de nomes curtos, como Caio e Lara.

O ranking foi montado com os nomes de mais de 43 mil bebês cadastrados no site do BabyCenter Brasil e nascidos ao longo de 2010. Segundo a empresa, “no Brasil, não há nenhuma outra fonte tão completa e atualizada sobre nomes de bebês”.

Apesar de não precisar números sobre os registros do município, oficial do cartório de Registro Civil do 1º Subdistrito de Bauru, Ademilson Luiz Mendes Novelli, confirma a “tendência”. “Não sabemos qual nome é mais comum, mas posso dizer que ultimamente temos registrados muitos como Gabriel e Júlia”.

Aos 2 meses, Gabriel Augusto Teixeira é um exemplo da tendência. A mãe, Letícia Aparecida Ferreira, 27 anos, conta que a decisão final sobre o nome do garoto partiu do pai. “Eu dei duas opções se fosse menino. Seria Gabriel ou Guilherme. Acho que ele acabou optando por Gabriel por ser nome de anjo. Eu aprovei”, diz.

Nomes de famosos e de filhos de artistas também acabam virando a cabeça dos pais. São casos, por exemplo, de Angélica, que batizou seu filho de Benício, e de Gisele Bündchen, que colocou em seu filho o nome Benjamin.

 

 

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