Internacional

Para ONU, Síria está em guerra civil

Folhapress
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Nova York - As Nações Unidas afirmaram ontem que a Síria está em guerra civil e que mais de 4 mil pessoas já morreram nos confrontos. A avaliação de Navi Pillay, alta comissária de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), ocorre na mesma semana em que o isolamento diplomático ao regime do ditador Bashar al Assad aumentou de forma significativa. Ela deve apresentar um relatório detalhado hoje ao Conselho de Segurança da entidade, em Nova York. “Situamos o número (de mortos pela repressão) em 4 mil, mas claramente a informação confiável que nos chega é de que é muito mais do que isso”, disse Pillay em entrevista coletiva em Genebra.

A comissária deixou claro o nível de gravidade que atribui à crise. “Eu já disse, assim que houve mais e mais desertores ameaçando pegar em armas, eu já disse isso em agosto, perante o Conselho de Segurança (da ONU), que haveria uma guerra civil”, acrescentou.

Navi Pillay lembrou que uma das principais conclusões do relatório da comissão é que “apesar de a maioria dos mortos e feridos ter sido de civis desarmados, existem grupos que não pertencem às forças armadas e que aparentemente estão armados”.

“Realmente, é hora de estudar esse relatório para conhecer a amplitude do que se define como as forças da oposição e caracterizar o que está acontecendo como um conflito armado”, declarou Pillay.

“No meu ponto de vista, não é uma questão de tempo ou uma decisão política. Neste caso é preciso aplicar o princípio de que deve haver uma investigação do Tribunal Penal Internacional para evitar a impunidade”.

 

Sanções

EUA, União Europeia e Turquia anunciaram sanções mais rígidas ao governo sírio, e na semana passada a Liga Árabe suspendeu o país de suas reuniões e também anunciou um pacote de sanções que foram adotadas por todos os países que integram o bloco.

Assad, no entanto, segue irredutível. Embora tenha libertado presos políticos nas últimas semanas, o ditador tem desafiado todas as pressões internacionais para que abandone o poder e continua ordenando ataques das forças de segurança à população civil.

Também nesta semana um relatório elaborado por uma comissão internacional independente revelou que as forças de segurança sírias cometeram crimes contra a humanidade com o conhecimento do Estado.

 

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