Bruxelas - A União Europeia (UE) endureceu ontem suas sanções contra o Irã e apresentou planos para um possível embargo petrolífero, em resposta às crescentes preocupações com o programa nuclear iraniano.
Reunidos em Bruxelas, os ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco decidiram que novas sanções nos setores financeiro, energético e de transportes devem ser discutidas entre seus técnicos até o seu próximo encontro, no final de janeiro.
As medidas podem levar a uma redução gradual nas importações europeias de petróleo iraniano, embora alguns governos da UE desejem, antes de aderir às sanções, garantias de que o impacto delas sobre as suas próprias economias será limitado.
Especialistas dizem que a cotação global do petróleo pode aumentar se a UE proibir a importação do produto iraniano, e isso poderia agravar a crise que a Europa atravessa.
A endividada Grécia, por exemplo, tem se aproveitado da oferta de petróleo iraniano sob condições financeiras vantajosas, num momento em que o país enfrenta dificuldades no mercado global de crédito.
Separadamente à discussão sobre o petróleo, a UE incluiu mais 180 nomes à lista de pessoas e instituições iranianas sujeitas a proibição de viagens e congelamento de patrimônio, por causa do seu envolvimento com o programa nuclear do Irã.
Governos ocidentais acreditam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares clandestinamente, algo que Teerã nega, insistindo no caráter pacífico das suas atividades.