Internacional

Chávez recebe líderes regionais em cúpula na Venezuela

Por Da redação JCNet | Com Reuters
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Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma foi recebida por Hugo Chávez, anfitrião da 3ª Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento

O presidente Hugo Chávez deu as boas-vindas aos líderes regionais em uma cúpula na Venezuela na sexta-feira e afirmou que eles criarão uma alternativa mais legítima à Organização dos Estados Americanos (OEA), apoiada pelos Estados Unidos.

O encontro inaugural dos 33 membros da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que não inclui os EUA nem o Canadá, é o primeiro grande momento do líder venezuelano no cenário mundial desde que foi submetido a uma cirurgia para tratar um câncer em junho.

O presidente de 57 anos, que tentará a reeleição em outubro, saudou calorosamente os líderes, incluindo a brasileira Dilma Rousseff, a argentina Cristina Kirchner e o cubano Raúl Castro. "Com os anos, a Celac deixará para trás a velha OEA", disse Chávez aos jornalistas.

"A OEA é um fórum que sempre foi manipulado pelos Estados Unidos...é um organismo que se deteriorou pela sua idade, e está muito longe do espírito de nosso povo e da integração necessária na América Latina."

Chávez exibiu até mesmo suas habilidades artísticas, fazendo Cristina Kirchner chorar ao presenteá-la com uma grande pintura na qual retratou a presidente e o marido dela, já falecido. "É o melhor retrato que já pintei", disse ele.

Os países da Celac têm quase 600 milhões de habitantes e abrigam o principal exportador de alimentos do mundo. Juntos, têm um PIB de cerca de 6 trilhões de dólares - quase um terço da produção combinada de EUA e Canadá. Cuba, que foi suspensa da OEA em 1962, é membro da Celac.

Analistas afirmam que o novo organismo demonstra a vontade da América Latina e do Caribe de saírem debaixo da sombra de Washington e obterem um controle maior sobre os seus negócios. "Isso foi auxiliado por um desengajamento progressivo da região pelos EUA desde o fim da Guerra Fria, permitindo que outros países - mais notadamente a China - aumentassem sua influência em termos primariamente econômicos, mas também políticos", disse Robert Munks, do IHS Janes.

A cúpula de 2 e 3 de dezembro deveria ter ocorrido há seis meses para coincidir com os 200 anos da independência da Venezuela. Mas foi adiada no último minuto, enquanto Chávez se recuperava em Havana de uma cirurgia para a retirada de um tumor.

 

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