O Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne nesta sexta-feira (2), em sessão especial, para discutir a situação na Síria. Pelos cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 4 mil pessoas morreram no país em decorrência dos embates entre manifestantes e forças policiais.
A sessão foi marcada a pedido da União Europeia que pretende colocar em pauta o relatório divulgado, há quatro dias, que acusa o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, de estar diretamente envolvido nos casos de torturas, assassinatos, estupros, desaparecimentos e violência contra crianças.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse na quinta-feira (1) que a Síria vive uma “guerra civil”. Para ela, a situação no país se agrava diariamente em decorrência dos desertores que se dispõem a usar armas.
Por cerca de dois meses, uma comissão de peritos coletou 223 depoimentos e levantou os dados sobre os casos de violações de direitos humanos no país. A equipe foi composta pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, pela norte-americana Karen Koning AbuZayd e pela turca Yakin Erturk. Os três analisaram questões relativas aos campos de refugiados, ao direito humanitário e à violência contra as mulheres.