Saúde

Conferência Nacional de Saúde discute formas de gestão do SUS

Agência Brasil
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A forma de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não é consenso entre gestores da área da saúde, o setor privado e os representantes da sociedade civil. As divergências têm alimentado o debate na 14º Conferência Nacional de Saúde, que vai até amanhã (4).

Desde quinta-feira (1º), 3.212 delegados, representantes dos estados e municípios, analisam 346 propostas resultantes das conferências regionais sobre o funcionamento da rede pública de saúde.

Dentre as que tratam da gestão, há proposta que pede 100% da administração e oferta de serviços a cargo do Estado com o fim da terceirização do comando a organizações sociais de interesse público e fundações de direito privado. No entanto, há grupos que defendem a participação do setor privado na gerência dos serviços públicos de saúde.

“A necessidade do SUS ser público, esse é o compromisso dessa conferência”, disse a coordenadora do evento, Jurema Werneck. Para o integrante do Conselho Nacional de Saúde e da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, Francisco Batista, a rede privada tem desempenhado papel que é dos governos, entre eles, na oferta de serviços especializados (oncologia e cirurgias cardíacas e neurológicas, por exemplo). Segundo ele, a assistência particular deve funcionar como complemento ao SUS, e não como principal fornecedora de um determinado serviço. “É substituição do setor público pelo privado. E o SUS está fazendo isso”, disse.

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