Regional

Região produz frutas para a ceia de Natal

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O abacaxi, melancia, lichia e uva são frutas que não podem faltar à mesa nas festas do final do ano. Parte dessas frutas são produzidas em Bauru e região. Em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), são produzidas cerca de 300 toneladas de melancia no final do ano. Porém, todas as frutas já estão vendidas para o Ceasa do Rio de Janeiro.

Os abacaxis colhidos na região têm destinos praticamente certos: as centrais atacadistas de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, comenta o professor da Unesp Aloísio Costa Sampaio.

“O fruto é originário da América do Sul. Sabe-se que o Nordeste brasileiro é um dos primeiros locais de seu cultivo em todo o mundo. Esse fruto, desde antes do descobrimento do País, era conhecido pelos índios brasileiros, que o consumiam ao natural ou transformado em bebida fermentada, que era de uso generalizado entre as tribos.”

Em Avaí, Agudos, Presidente Alves e Bauru são produzidos os abacaxis. São 400 hectares de área plantada que faz com que a região figure na segunda colocação no Estado, no item cultivo da fruta há 15 anos. O Estado de São Paulo é o 7.º produtor nacional da fruta. A área plantada gera uma produção anual de, aproximadamente, cinco milhões de frutos.

A produção de uva da região está concentrada em Pederneiras e Lençóis Paulista. Em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), um produtor rural deverá colher, nos próximos dias, oito mil quilos da fruta. O sol e o calor devem deixá-la muito doce.  A melancia comercializada no Ceasa de Bauru vem de Tupã, Echaporã e de Presidente Prudente, revela o técnico operacional agrícola Augusto Remole Filho. “A uva niagara tem em Arealva e Iacanga, além de Campinas, Sorocaba e do Sul do País.”

A lichia, de acordo com ele, chega de produtores de Lucianópolis, Lins e Guaiçara. O abacaxi é da região de Bauru. “Estamos recebendo ainda de Guaraçaí e Frutal em Minas Gerais. Aqui, a produção foi menor por conta da geada. A manga, que também é uma fruta bastante usada nos pratos da ceia, chega ao Ceasa de Bauru vinda de Agudos e Monte Alto. O melão é de Arealva e de Jacuba.”  

O proprietário de um box de frutas no Ceasa de Bauru Marcos Silva comenta que, nos meses de novembro e dezembro, chega a vender uma média de quatro mil quilos por semana de lichia. “A safra dessa fruta é rápida, acaba logo. Na véspera da entrada do ano, acontece  a última colheita de lichia.”

De acordo com ele, a partir do dia 5 de janeiro em diante não se encontra mais lichia para comprar. “A safra dela dura 45 dias. A lichia começou a aparecer na mesa do brasileiro de três anos para cá. É uma fruta originária da China. Foi trazida para o Brasil e hoje há inúmeros produtores brasileiros.”

Fruta tropical, a lichia traz com ela uma lenda, assim como a romã. Dizem que a lichia atrai muita sorte, comenta Silva. “O pessoal costuma comprar lichia na véspera do Natal e Ano novo porque é considerada uma fruta que dá sorte, semelhante à romã. A procura é grande. Já estou vendendo para supermercado de Bauru. Ela é muito saborosa e refrescante.”  Em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), um produtor de lichia coloca no mercado cerca de  15 mil quilos da fruta. Toda a produção vai para o Ceasa de Bauru e depois para a mesa das festas de final de ano.

Comentários

Comentários