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?Sandro e Fernanda estão abalados?

Rita de Cássia Cornélio com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de passarem pouco mais de 60 dias atrás das grades, o advogado bauruense Sandro Fernandes e sua esposa, Fernanda, retornaram para um convívio diferente em casa, já que estão submetidos a prisão domiciliar. Ontem no início da manhã, o imóvel estava fechado com três carros na garagem, mas sem movimentação. Por volta do meio-dia, amigos e religiosos chegaram para uma visita.

Livres das grades, mas presos em seu domicílio, o casal se manteve em silêncio. Segundo o advogado que defende o casal, Hélio Marcos Pereira Júnior, é possível que na próxima semana eles falem com a imprensa.

"Particularmente, eu acredito que na próxima semana eles irão falar com a imprensa. Hoje (ontem), eles estão psicologicamente abalados. Não têm como decidir com tranquilidade sobre o assunto."

Deixar o conforto da residência em que viviam e passar mais de dois meses na cadeia foi uma experiência muito difícil para o casal, segundo o advogado.

"Gerou um trauma. Eles estão extremamente abalados, como não poderia deixar de ser. Eles passaram por um trauma violento, desnecessário e injusto, e estão tentando se recuperar na medida do possível".

Visitas

Questionado sobre as visitas de parentes e amigos, Pereira Júnior disse que pretende poupar, por hora, os detalhes das visitas ao casal. "No momento certo, quando eles estiverem melhor, vão falar com a imprensa. Por enquanto, estamos respeitando a vontade deles."

O advogado Sandro Fernandes é acusado de molestar sexualmente cinco pessoas, sendo quatro de sua família e uma funcionária que trabalhou em sua residência. Sua esposa, Fernanda, foi denunciada no inquérito policial concluído na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como coautora, já que saberia dos supostos abusos cometidos pelo marido.

Após passarem o dia prestando depoimento na DDM de Bauru no dia 30 de setembro, eles tiveram a prisão preventiva decretada. Fernanda seguiu para a cadeia feminina de Avaí, e Sandro para a cadeia de Barra Bonita.

No dia 21 de outubro, o advogado foi transferido para o presídio estadual de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde passou a dividir cela com outros presidiários. Fernanda ficou presa durante todo o período em cela individual.

Na noite da última quinta-feira, Sandro foi beneficiado com uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, atendendo a uma liminar ajuizada por seus advogados de defesa.

A liminar pedia que fosse transferido para uma Sala do Estado Maior, prerrogativa concedida a ele por ser advogado. Como não existe essa sala no País, foi concedida a prisão domiciliar.

Anteontem, o juiz Jaime Ferreira Menino, da 2.ª Vara Criminal de Bauru, estendeu o benefício a Fernanda. Ele entendeu que se o principal autor das acusações cumpriria prisão domiciliar, o mesmo deveria ser aplicado a ela, acusada de ser coautora. Assim, o casal fica em sua residência sem poder sair, até que o caso transite em julgado.

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