Morreu mais um ídolo nacional e mundial do futebol: Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, conhecido como Dr. Sócrates (era formado em medicina também) ou Magrão, pelo amigos mais íntimos. Apesar de ser são-paulino e tendo visto o seu time Corinthians ganhar em 82 e 83 nas finais do Campeonato Paulista do meu time, o admirava muito, em campo e fora do campo, como médico, comentarista e esquerdista, na política. O ex-jogador morreu às 4h30 da madrugada de domingo, no Hospital Albert Einstein, em SP, aos 57 anos, de infecção generalizada, em virtude de passar do intestino para outros órgãos. Ele
esteve em sua 3ª internação neste ano após tratar a hemorragia digestiva que teria sido causada por consumo de álcool de forma
prolongada (só não entendia como um médico formado, inteligente, fumava e bebia como jogador!?). Sócrates tinha um perfil atípico para um jogador de futebol. Ex-camisa 8 do Corinthians e Seleção Brasileira,
se engajou em lutas políticas, como Diretas Já e na famosa Democracia Corintiana. Começou a carreira futebolística no Botafogo de Ribeirão Preto, cidade onde cursou medicina, se destacando rapidamente e foi contratado pelo time do Parque São Jorge. Jogou duas Copas do Mundo: de 82 e 86, tendo feito um dos gols mais bonitos da história dos Mundiais, contra a União Soviética, segundo um DVD da Fifa. Famoso pela bandana na cabeça, pela comemoração com a mão esquerda atrás das costas e a mão direita levantada e sem vibração, jamais iremos
nos esquecer dos toques de calcanhar, a maior marca do craque, além do caráter, inteligência e críticas contra a CBF e os cartolas. Descanse em paz, Magrão!
Guto Guedes, poeta, bacharel em Direito e
assessor cultural