O valor dos itens essenciais na mesa do brasileiro subiu no mês de novembro, em relação a outubro, em 15 das 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.
Pelos cálculos do Dieese, para suprir as necessidades básicas, em novembro, o trabalhador deveria ter tido um salário mínimo de R$ 2.349,26 ou mais de quatro vezes o valor em vigor, que é R$ 545. Em outubro, o valor foi estimado em R$ 2.329,94.
No acumulado do ano, o valor da cesta subiu em 15 capitais e, nos últimos 12 meses em 14.
O tomate e a carne bovina foram os produtos que mais influenciaram a elevação de preço. Eles ficaram mais caros em 15 capitais. No caso da carne, o Dieese prevê a possibilidade de uma baixa, porque tem ocorrido redução das exportações em decorrência da crise econômica na Europa. Além disso, o regime mais regular de chuva favorece o ganho de peso do gado.
O arroz, em plena entressafra, e o café também ajudaram a encarecer a cesta em 14 capitais. Em relação ao café, a equipe técnica da entidade justificou que a “a estiagem de meados do ano prejudicou as floradas que ocorreram com atraso, após a volta das chuvas”.
O óleo de soja também passou a custar mais em dez capitais, em decorrência da quebra de safra por causa do clima seco e da pressão no mercado internacional, provocada pelo consumo em alta da Índia e da China.