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Série A-2 : Knevitz chega ao Norusca e clube terá nova filosofia

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

O técnico Amauri Knevitz retornou, ontem, ao Noroeste pouco mais de dois anos após sua primeira chegada ao clube, em 2009. O treinador gaúcho volta novamente com a missão de montar uma equipe capaz de garantir o acesso à Primeira Divisão no próximo ano. Porém, as coincidências param por aí.

Naquela ocasião, Knevitz veio para o clube às vésperas do centenário alvirrubro e a promessa da diretoria era não poupar esforços e dinheiro para formar um elenco qualificado para voltar à elite, questão de honra, nos 100 anos do Noroeste. O time foi formado e o acesso conquistado. No entanto, Knevitz enfrentou problemas logo no início da competição com a contusão de seu principal jogador, o atacante Zé Carlos, e acabou deixando o clube, sendo substituído por Luciano Dias, que subiu com o Norusca. Agora, Knevitz chega com pouco tempo para trabalhar e com um orçamento limitado, dentro da nova realidade alvirrubra de apostar na base sem fazer "loucuras".

Knevitz sabe do tamanho do desafio, em uma aposta de contenção de gastos e exigência do acesso e com pouco tempo para trabalhar. Mas mostrou otimismo e confiança em sua chegada. "Viemos terminar um serviço que começamos. Claro que em uma situação diferente. Da outra vez chegamos na véspera de centenário do clube. Havia uma expectativa diferente em relação ao acesso do Noroeste, de uma necessidade de subir para comemorar o centenário, e o trabalho todo foi montando em cima disso e com mais tempo. Hoje, tempo no futebol é dinheiro. A gente conseguiu montar um grupo forte e por questões do futebol eu não fi z o campeonato inteiro, mas o importante, e repito frase que eu disse na época, é que o Noroeste iria subir. E realmente foi o que aconteceu. Até em função que a gente teve um tempo bom para trabalhar", lembra o treinador, durante entrevista coletiva veiculada no programa Giro Esportivo, da 87FM.

Dentro da nova realidade do clube, Knevitz pretende montar um time competitivo, que dispute de forma satisfatória o campeonato e tenha possibilidades de brigar pelo acesso. O perfil dos jogadores ainda será definido com a diretoria e com urgência. "Temos um grupo reduzido. Precisamos acelerar isso. Não temos um perfil de jogador, vamos conversar com a diretoria para ver em que pé está isso. Alguns jogadores que estão aqui ficarão, outros sairão. Hoje é muito cedo para dizer o que a gente pretende. O que eu quero é fazer um time competitivo. Nossa intenção é que rapidamente tenhamos um grupo de atletas e, na virada do ano, um esboço do time que vai começar o campeonato", projeta.

O pressa de Knevitz é mais do que justificada, uma vez que o Noroeste inicia sua preparação muito atrasado em relação aos adversários da A-2 e com 50 dias para formar e treinar uma equipe. "Isso só mostra que a dificuldade e o desafio são maiores. São contingências do futebol. Em função de doença na família do seo Damião (Garcia, presidente do Noroeste), atrasamos um pouquinho, mas nem sempre fazer tudo certo significa ganhar e nem sempre quando se atrasa, quando sai um pouco do que a gente queria, significa que a derrota já está decretada. Temos é que lutar contra isso, fazer valer um pouco da experiência da gente dentro do futebol", observa o treinador.

O orçamento mais enxuto também é mais um obstáculo que Knevitz mostra confiança em superar com organização para ter um time competitivo em mãos. "Isso seria mais fácil de contornar se tivesse mais tempo. Mas, mesmo assim, é possível fazer. Eu sou otimista por natureza. Muitas coisas do futebol se resolve com trabalho. O que é fundamental é a gente se organizar e trabalhar bem fora do campo nos dias que antecedem a competição", conclui.

Knevitz volta ao Noroeste com a mesma comissão técnica que trabalhou no clube em sua passagem anterior. Assim, será auxiliado por Luciano Deitos e contará ainda com o preparador físico Roberto Yoshio. A novidade é o preparador de goleiros Marcos Romano.

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