Na sessão legislativa de ontem, foi formalizada a renúncia de Carlinhos do PS (PP) à primeira secretaria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bauru. Natalino da Pousada (PV) já assumiu o posto após costura de acordo nos bastidores. Os rumores são de que a relação entre Carlinhos e o presidente Roberval Sakai (PP) não é mais a mesma.
Um dos motivos para a saída do pepista seria a insatisfação com as recentes trocas de cargos pela presidência. A mais relevante delas foi a já confirmada exoneração do consultor financeiro Irineu Bastos. No entanto, Carlinhos nega qualquer tipo de desentendimento. "Foi de comum acordo. Quando assumi, já estava certo que seria apenas por um ano. Aceitei porque a eleição da mesa foi muito turbulenta", explicou.
Essa não foi a primeira baixa da Mesa Diretora na gestão de Sakai. No mês de maio, José Roberto Segalla (DEM) deixou a segunda secretaria e uma crise foi instaurada em razão da insatisfação da oposição e da base governista com o presidente. Os trabalhos foram suspensos por uma semana até que, por um acordo entre a oposição e Sakai, Chiara Ranieri (DEM) assumiu o cargo. Dessa vez, porém, não houve dificuldades para a escolha de Natalino. "Estou aqui para ajudar", afirmou.
Mais mudanças
Até o final do ano, Chiara e Segalla podem trocar de cadeiras novamente. Com o anúncio de que o DEM lançará candidatura própria ao Palácio das Cerejeiras no ano que vem, a vereadora anunciou que poderá deixar a segunda secretaria. "Se eu me candidatar, não acho compatível que eu permaneça", pontuou.
A postura da parlamentar reforça que seu nome é o mais cotado para a eleição majoritária. Isso porque o outro nome do partido, Segalla, já se propôs a assumir a segunda secretaria caso a decisão de Chiara se confirme. "Esse é o momento dela. Voltaria para mesa para ajudá-la. Ela é jovem, tem uma ótima experiência em gestão na faculdade e é mulher. É a bola da vez", elogiou o vereador.
Além do discurso oficial, Chiara seria mais uma insatisfeita com as recentes medidas do presidente Roberval Sakai (PP), que pediu que todos os seus cargos fossem disponibilizados, prometendo muitas mudanças. A crítica é de que o vereador estaria aparelhando a presidência, visando à campanha eleitoral do ano que vem.