O Brasil vê como "essencial" a renovação do Protocolo de Kyoto, acordo para combater as mudanças do clima cuja primeira etapa vence em 2012, e considera "problemáticas" as decisões tomadas na conferência do clima da Organização das Nações Unidas, disse nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff.
Após uma semana de discussões preliminares na conferência do clima em Durban, na África do Sul, sérias dúvidas permanecem sobre o futuro do Protocolo de Kyoto, que expira no fim do próximo ano.
China, Estados Unidos e Índia, os três maiores poluidores mundiais, permanecem como grandes obstáculos para um novo acordo sobre o clima. "Nós estamos vendo uma situação um tanto problemática nessa área do ponto de vista das decisões tomadas em Durban. Esperamos que de fato Durban tenha uma decisão mais adequada sobre a questão do clima", disse a presidente durante evento em Brasília.
"Nós gostaríamos que essa 17ª conferência do clima aprovasse a segunda rodada do Protocolo de Kyoto, essa é a posição do Brasil e nós consideramos que isso seria essencial", disse.
China, EUA e Índia não assumiram compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto e têm se manifestado contra à adoção de metas obrigatórias para o futuro. O Brasil adotou na reunião do clima de Copenhague, em 2009, a meta de reduzir entre 36 e 39% as emissões de gases que contribuem com o efeito estufa até 2020.