Tribuna do Leitor

Senhor Redator


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É motivo de grande satisfação ler em dois jornais distintos duas matérias com assuntos cotados para a educação pública. Uma em forma de artigo no jornal Folha de São Paulo (6/12, pág. A 2 opinião), sob o título "O bolo da educação", de autoria do jornalista Gustavo Patu, da sucursal de Brasília. A outra em forma de noticiário, no Jornal da Cidade (6/12,pág.7), intitulada "USP realiza plebiscito por 10% do PIB na educação".

  
O jornalista Patu escreve que a discussão mais delirante do momento se trava em torno das metas para o gasto público em educação, em projeto no Congresso Nacional. O governo propôs que as verbas sejam elevadas a 7% do PIB até o final da década. Entidades e congressitas militantes não admitiem menos de 10%.

  

O noticiário no Jornal da Cidade informa que um grupo de professores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo(USP) se mobilizou e está realizando um plebiscito da Campanha Nacional "10% do PIB para a Educação Já!". A votação é abertta à participação de qualquer brasileiro, das 8h às 15h, no Centro Central do câmpus de Bauru da USP, na alameda Dr. Otávio Pinheiro Brisolla, 9-75.

  

Considerando que o projeto sobre a elevação do PIB para a Educação Pública encontra-se em tramitação no Congresso Ncional, é opoprtuno evocar AnísioTeixeira, um dos maiores pedagogos que o Brasil já possuiu. Patrono do Inep, órgão do Ministério da Educação, deixou registrado em seu livro "Educação não é privilégio" (Livraria José Olympio Editora/1957) o seguinte: "Não desmerecemos nenhum dos esforços para a educação ulterior à primária, mas reivindicamos a prioridade número um para a escola de que dependem tôdas as escolas - a escola primária -", Hoje, ensino fundamental obrigatório, com duração de nove anos dos 6 aos l4 anos de idade.


Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado

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