Botucatu - Dois homens tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça na tarde de anteontem, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), suspeitos de estuprarem duas irmãs, de 10 e de 12 anos, em troca de quantias em dinheiro que variavam de R$ 2,00 a 5,00. Os abusos, segundo elas, seriam frequentes. As vítimas são enteadas e sobrinhas dos dois detidos. O padrasto confessou o crime à polícia. O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A prisão de J.L.S., 39 anos, namorado da mãe das meninas, e do tio delas, J.M.A.S., de 31 anos, foi feita pela Polícia Militar (PM) no final da tarde. Em contato com a mãe das duas irmãs, os policiais militares foram comunicados sobre os constantes abusos sexuais e, com o apoio da Força Tática, passaram a efetuar diligências na tentativa de localizar os dois suspeitos.
O tio das vítimas foi detido na rua Amando de Barros, Centro da cidade. Já o padrasto das meninas, ao saber que estava sendo procurado, apresentou-se espontaneamente à polícia. Após ouvir os suspeitos, o delegado de plantão representou pela prisão temporária deles, que foi concedida pela Justiça. Ele também requisitou ao Instituto Médico Legal (IML) a realização de exames nas meninas para confirmar a ocorrência da conjunção carnal.
Em troca de dinheiro
De acordo com a Polícia Civil, as duas irmãs só ficaram sabendo que eram vítimas em comum dos abusos sexuais praticados pelos dois suspeitos na delegacia. Em depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), elas disseram que os atos de violência eram frequentes e teriam se iniciado com o tio. Em seguida, o padrasto também teria passado a abusar delas.
A mais velha, que foi quem primeiro contou à mãe sobre os abusos, além de confirmar que houve a conjunção carnal, declarou que os suspeitos lhe beijavam “de língua” e acariciavam seu corpo. Segundo ela, os abusos ocorriam na casa da família, quando sua mãe estava ausente, ou na residência da mãe do padrasto delas.
A mais nova confirma que praticou relação anal com os suspeitos, que também passavam os órgãos genitais pelo seu corpo e a beijavam. O último abuso, segundo ela, teria sido praticado pelo padrasto, anteontem, na casa dela. Em troca dos favores sexuais, os dois homens davam às garotas quantias em dinheiro que variavam de R$ 2,00 a 5,00. J.L.S. e J.M.A.S. vão responder pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena varia de oito a quinze anos de prisão.