Uma mulher, Dionísia Francisca da Cunha Jardim, foi encontrada morta em uma residência localizada na rua Professor Solon Paes Caldeira, no bairro Comerciário 3, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). De acordo com Celso Olindo, delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o crânio da mulher estava esmagado, o que indica que ela foi morta com requintes de crueldade. A mãe e a irmã da vítima foram até a casa onde ela morava com o marido e a chamaram várias vezes, mas ninguém respondeu. A irmã, então, pegou uma escada e pulou no quintal. Pela janela da casa, ela viu a vítima caída e acionou a polícia, que arrombou a porta e constatou que ela estava morta.
Policiais do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) prenderam na noite desta sexta o azulejista Anderson Caetano de Souza, 34 anos, acusado de matar a pauladas Dionísia Francisca da Cunha Jardim, que era sua mulher. Segundo a polícia, informações sobre o acusado foram passadas para várias bases rodoviárias, uma vez que Souza fugiu logo após cometer o crime e tem parentes na região de Araçatuba. Os patrulheiros conseguiram localizá-lo dentro de um ônibus do itinerário Bauru a Três Lagoas (MS) que passava pela rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Penápolis, por volta das 20h. Ele viajava na poltrona de número 32, e foi reconhecido por meio de fotografia.
De início, tentou negar o crime, mas acabou confessando a morte da esposa a pauladas, e que estaria indo se esconder na casa da mãe, em Santo Antônio do Aracanguá.
Segundo os policiais, com base nas informações passadas vários ônibus que vinham da região de Bauru, e também veículos Renault, como o que pertence a Souza, foram abordados durante a tarde e noite, até o encontro do acusado.
O azulejista foi encaminhado para o plantão policial de Penápolis e seria levado para a cadeia da cidade ainda na noite de ontem, após prestar depoimento.
Dionísia foi encontrada morta pela irmã na casa do casal, no bairro Comerciário 3, em Botucatu, na tarde de quinta-feira. Ela estava caída e apresentava uma marca de esmagamento do crânio, provocada pelas pauladas dadas pelo marido.
O JC acompanha o caso e traz mais informações na edição de amanhã.