Política

Poços individuais prejudicam aquífero


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O diretor da Divisão de Produção do DAE, Igor Fournier explica que a perfuração de poços para atender exclusivamente a um empreendimento está sendo vedada pela autarquia por prejudicar os outros poços que já operam no setor, pois há o risco de rebaixamento do nível do aquífero Guarani. "Além disso, aumenta-se muito as chances de contaminação", afirma.

Fourinier explica ainda que existem restrições operacionais e financeiras. "Teríamos um monte de poços, que seriam passados para a gestão do DAE", afirmou. A autarquia segue ainda diretrizes do DAEE. Uma delas, por exemplo, não permite que haja poços com menos de 1,5 quilômetros de distância um do outro.

O Bauru 16 é um exemplo dessa situação. O bairro já tem um poço operando e outro está sendo licitado pelo DAE. Há, porém, a proposta de construção de um empreendimento de interesse social com 450 unidades, além de outros condomínios particulares.

Fournier afirma que o novo poço instalado pela DAE não terá capacidade para suprir toda essa demanda e não há condições de que um terceiro seja perfurado. Diante disso, a autarquia sugeriu que os empreendedores perfurem um poço na avenida Nações Unidades para atender bairros como o Jardim Panorama e o Jardim Brasil. "Esses locais recebem água do rio Batalha. Caso o poço fosse para lá, a água da Estação de Tratamento de Água (ETA) seria remanejada para o Bauru 16", exemplificou.

Neste ano, o DAE perfurou poços na Vila Cardia e no Jardim Marabá. Para o ano que vem, está prevista a perfuração de outro no Bauru 16.

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