Governo burro é aquele que orienta e obriga "sua base parlamentar a rejeitar a convocação de (um) ministro para falar na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara" (sic Estado, Dora Kramer, A6, 9/4), como no verdadeiro esquete protagonizado por Fernando Pimentel - para mim, mesmo que ainda fique ministro, ele ministro já não mais é - quando deveria apoiar a convocação e, respeitados os seus direitos ao contraditório e ampla defesa, uma vez comprovada a falta de lisura do larápio qualquer que seja ele, exonerá-lo (e não dissimular um seu pedido de demissão, como tem soído acontecer), levando-o, desde que o "malfeito" seja comprovado, às malhas da Justiça. Se tiver havido sumiço de dinheiro ou ganhos pecuniários desonestos, a sua incontinenti devolução é imperativa.
Qualquer presidente do Executivo que a isso se predisponha, somente sublimará seu conceito perante o povo. Cá no Brasil, infelizmente, sempre houve - e agora mais ainda - uma inversão plena desses conceitos.
Experimente isso, presidente Dilma, e V.Exia. perceberá que obterá melhores resultados que os que tem tido ao buscar os conselhos do seu mentor. Sim, porque tenho certeza que novos casos semelhrantes ainda estão por vir! Agora, se a senhora também estiver envolvida até o pescoço, melhor que não me leve a sério, obviamente...
João Guilherme Ortolan