Internacional

Trio de ativistas recebe Nobel da Paz por trabalho com mulheres


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Oslo - A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a também liberiana Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkol Karman, figura de liderança da Primavera Árabe, receberam ontem, em Oslo, o Prêmio Nobel da Paz, concedido a elas por destacarem o papel das mulheres na resolução de conflitos.

O prêmio foi concedido a elas por causa da “luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres na participação do processo da construção da paz”.

Durante o anúncio do resultado, no dia 7 de outubro, o Comitê Nobel lembrou que em 2000, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que tornava, pela primeira vez, a violência contra mulheres em conflitos armados um assunto de segurança internacional.

Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente em uma nação africana, a Libéria. Desde que tomou posse, em 2006, ela vem contribuindo para assegurar a paz no país, segundo o anúncio, para promover o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o status da mulher na sociedade.

Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres independentemente de diferenças étnicas e religiosas na Libéria para colocar um fim na guerra no país e assegurar a participação feminina nas eleições.Tawakkul Karman, mesmo nas situações mais difíceis antes e durante a Primavera Árabe, teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela busca da democracia e da paz no Iêmen.

 

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